quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um Álbum às Quintas

O novo álbum dos Kings of Convenience já circula na internet há algum tempo mas só recentemente pude apreciá-lo como se deve. Declaration of Dependence é seu nome. Juro.



Não escutem os fãs decepcionados porque o álbum não é brilhante. Não escutem os fanáticos sem senso crítico que dizem *hallellujah!* para tudo que a dupla Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe fazem. Eles escorregam, sim, vez em quando. Relaxe... aproveite a primeira faixa 24-25 que é capaz de deixar qualquer um com vontade de ser indie e cult e ouvir boa música em frente à uma lareira escandinava.

Depois pule para Renegade, onde você vai ver que a magia ainda está lá... "go eaaaasy on me" ... talvez você estranhe Boat Behind de primeira. Escute algumas vezes, deixe chegar até você.

Daí para Mrs. Cold, Second to Numb, Me in You e o resto do álbum é ladeira abaixo. No melhor sentido da frase.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Contos de Espionagem



Capítulo 10 - Um Jogo Para Dois

Enquanto as mãos de ßønd cravavam-se nos quadris de Sarah puxando-a para si, penetrando-a mais e mais fundo, ele sentia o seu perfume e observava excitado o balançar de seu cabelo e percebia que ela não mudara quase nada desde a última vez que estiveram tão próximos. Talvez um pouco mais velha e experiente, sim, mas a insolência em seus olhos, o calor que emanava de seu corpo e a ilusória sugestão de ingenuidade ainda estavam ali intactas.

Uma estocada forte a fez levantar o rosto e abafar um gemido que só a antecipação do gozo poderia provocar. Aumentou o ritmo, desajeitadamente beijando suas costas e velozmente a consumindo profundamente como se fosse a última mulher de sua vida.

Subitamente, a virou, ergueu seu delicado corpo nos braços e a sentou na enorme escrivaninha ao lado da cama do apartamento onde estavam. Abrindo suas pernas, postou-se no meio delas e lentamente se aproximou num encaixe perfeito, quente, até que suas bocas estivessem próximas o suficiente para um beijo, que ela retribuiu vorazmente. Algumas horas se passaram quando ßønd finalmente acordou e viu Sarah Bat-Seraph dormindo ao seu lado na cama, que ele não esperava estar esta noite e também onde tudo começou.

--X--

Após a fuga, ßønd decidira se abrigar aonde seus perseguidores não conseguiriam deduzir... na propriedade do seu contato assassinado. O Aston Martin brilhava por entres as vielas agora escuras do Jardim Europa, observado por poucos transeuntes e vigilantes que pareciam não estar familiarizados com seu automóvel. Sabia que era uma questão de tempo até serem localizados pela polícia local, caso alguma testemunha os tivesse visto partir.

"Eu sei que você sabe onde estas chaves se encaixam, Sarah." - disse balançando o chaveiro que retirara do corpo de Schuved.

"Sim, eu realmente sei. Mas não iremos para o apartamento dele. Ele possui um outro local que é ideal para nós e do qual poucos sabem a respeito."

Ela o conduziu até um bairro discreto e pequeno perto dali, limitado por avenidas, numa área nobre da cidade. Sarah parecia conhecer muito bem o caminho e - principalmente - a casa de Schuved. Ele se surpreendeu. A relação deles era mais profunda do que imaginara, mas não era hora de pensar em mexericos, e sim em sobreviver a esta noite em algum lugar seguro.

Ao estacionar o Aston e travar seu sistema de segurança no nível máximo subiram em seguida a escadaria para andar superior que se revelaria a entrada de um espaço único, como um loft, muito bem decorado com detalhes étnicos nativos e pouco lembrando a origem de seu dono, a não ser por alguns livros políticos em estantes de madeira de lei e símbolos judaicos aqui e ali dispersos. Lembrava a ØØ7 sua casa no campo, onde usava para fugir dos problemas e levar novas namoradas e amantes.

Um refúgio desligado de sua vida cotidiana. Sentiu certa simpatia pelo homem que agora jazia morto em algum lugar da cidade e que abusavam de suas posses neste instante. Sarah estava sentada na cama queen size, espalhada, retirando sua arma do coldre em suas coxas, retirando o pente e colocando ambos em cima do criado-mudo. Seu olhar tornando-se distante a cada segundo e sua boca nada dizendo.

Ele olhou ao redor e encontrou algo desconcertante. Fotos de Sarah sozinha ou acompanhada do homem que conhecera brevemente, mais jovens e felizes, sempre com um sorriso inocente e descontraído. Então ßønd percebeu que cometera um erro de julgamento que agora estava claro à sua frente.

Aproximou-se de Bat-Seraph e disse :
" Não era seu amante... era... "

Ela voltou apenas o rosto e por alguns instantes o analisou, pensando na resposta e se ela deveria mentir ou dizer a verdade. Algumas lágrimas desceram sem controle, ao que ela revelou :

" ... fomos criados como irmãos."

Sentiu que deveria ficar em silêncio agora, entretanto, a curiosidade era mais forte do que ele - "E como conseguiu esconder isso do serviço de inteligência ?"

"Eles sabiam." - respondeu e após respirar fundo, continuou : "após nosso ingresso no Mossad, foi decidido que deveríamos mudar de identidade e histórico para que nossa família não fosse alvo de retaliações."

Tudo se encaixava perfetamente, se fosse verdade. A sensação familiar e o incrível conhecimento dos caminhos da cidade. O motivo verdadeiro pelo qual tinha sido escolhida para ajudá-lo. Não tinha a ver com seu passado em conjunto e sim, como uma imensa vantagem ter uma agente que conhece o campo de batalha. Mas o preço disso saiu caro demais para ela.

"Então Sarah Bat-Seraph seria, na verdade... Ruth... Mariah.. ?" - perguntou.

"Sarah... Sarah Kadoch. Eu pedi que este link com meu passado fosse mantido. E acabei me acostumando com Bat-Seraph. É um nome imponente, não acha ?" - sorriu de sua própria amargura. Ela estava muito vulnerável, talvez pela primeira vez em anos e ßønd não quis pressiona-la mais. Tantas perguntas gostaria de fazer mas as que importavam para o momento estavam muito transparentes.

Por uma questão de urgência, o Mossad permitiu que ambos trabalhassem juntos neste caso. Para todos os efeitos a sua relação para os olhos de quem não os conhecia passaria como de amantes e não de família, o que justificaria visitas e contatos ocasionais, cuja ocorrência se disfarçaria de atitude anti-ética entre profissionais e nada mais. Outros serviços de inteligência jamais permitiriam isto, mas o Mossad era diferente e já sacrificara tanto de seus membros que este pequeno arranjo era considerado misericordioso.

"Sinto pela sua perda, mas não ficará sem punição. Você sabe disso. Cedo ou tarde, alguém terá que responder por isto." - tentou confortá-la mas isto não era exatamente sua especialidade. Ela apenas concordou com a cabeça, cujas lágrimas já secavam.

Depois de se acomodarem no elegante loft e após preparar um jantar adequado, a conversa entre eles continuava profissional e distante, sempre calculando e planejando. Em algum momento, ßønd sentiu que mais nada poderia ser feito e disse:

"Temos que descansar pois amanhã será um dia cheio." - Quando ele se preparou para ir dormir na ama que fizera no chão, ela o pegou pelo braço, detendo-o.

"Ainda não."

Seus olhar mudou, implorando por conforto. Talvez esta fosse a sua maneira de lidar com a dor ou talvez fosse uma atitude desesperada. Podia ser apenas o sexo pelo sexo, coisa da qual ele sabia que Sarah seria capaz. Mas agora, no tempo presente, onde ßønd enchia um copo de leite para ajudar a dormir, ele tinha certeza de que, seja qual fosse o motivo pelo qual ela o arrastara para a cama e ficara completamente nua na sua frente, livrando-se da camisa que vestia no lugar do surrado vestido estampado, ela jamais recusaria a oportunidade de confortar a mulher que despertava nele sempre os desejos mais impuros.

Porque, afinal, isto sim era sua especialidade.

Fim do Capítulo 10

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Um Gadget às Sextas

No mundo da espionagem digital, como o caso do hacker brasileiro K-Max pode comprovar, existem dois tipos de operativos: os paranóicos e os mortos. Ok, Vinicius Camacho não morreu, mas sua conta bancária e liberdade estão seriamente ameaçadas.



Anyway... se você - como eu - não guarda suas informações de conteúdo sensível encriptado e em HDs Virtuais ou acha muito trabalhoso e ténico , talvez se interesse por um dispositivo que até uma criança pode usar, o Personal Pocket Safe USB Drive.

O PPS USB Drive tem criptografia de 256 bits, onde você só acessa aos dados digitando uma senha em seu mini-teclado que impede acesso indevido e backup online opcional. Mais ainda, em qualquer tentativa forçada de acessar o interior do chip, tudo contido se destrói automaticamente, como nos filmes.



É claro que nos filmes o herói guarda códigos de agentes infiltrados, informações sobre posicionamento de submarinos nucleares ou provas concludentes de adutério de chefes de estado. Você, eu suponho, apenas não quer deixar exposta sua coleção de Playboy digital, não quer que venha a público suas deliciosas receitas de família ou seus mp3s da discografia da Kelly Key que você secretamente adora. Não minta, algum mp3 vexatório você tem.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Contos de Espionagem



Capítulo 9 - A Dois Passos do Paraíso

A bala acertou o alvo a 10 metros de distância.
Onde antes existia um órgão vital agora provavelmente exibia-se apenas uma nefasta mancha vermelha escapando sangue e outros fluidos indefiníveis. O homem ajoelhou-se no chão sem forças para segurar nem mesmo sua própria arma. O segundo disparo terminou o serviço, explodindo o pescoço e quase separando sua cabeça do corpo, o qual tombou definitivamente.

"2 balas, restam 12" - o pensamento ocorreu a ØØ7 assim que pôde se levantar e mirar nas pessoas cujo único propósito era garantir que nem ele e nem Sarah Bat-Seraph saíssem com vida dali.

Abaixou-se a tempo de ver que as rajadas de fuzil de assalto, provavelmente M4A1, em retaliação. Seu instinto estava correto. O crime organizado não arriscaria uma ação ofensiva na área nobre de São Paulo a não ser que fosse muito bem recompensado e com alguma garantia de saírem ilesos. Estes atacantes não eram locais, ßønd estava quase certo que eram mercenários internacionais.

Melhor para ele, suas chances melhorariam.

Percebeu que a garçonete que lhe servira o martini ainda estava agachada buscando proteção atrás de uma mesa próxima à entrada da cozinha. Fez um silencioso sinal militar para Bat-Seraph indicando o caminho e que a cobriria enquanto isso. Bat-Seraph apertou o gatilho algumas vezes e correu em direção à cozinha, empurrando a garçonete no caminho para tirá-la do torpor. ßønd disparou mais algumas vezes na direção dos oponentes, protegendo-as.

Respirou fundo e se retesou preparando-se para pegar impulso. De repente, mudou de idéia e rolou para o lado onde estava o corpo de Schuved. Vasculhou seus bolsos, encontrando sua carteira e suas chaves. Agora sim ele poderia se arriscar a partir. Levantou-se de primeira e correu sem olhar para mais nada a não ser a porta salvadora. Pedaços de plástico e vidro voavam atrás dele e na frente e o som da descarga dos fuzis era agora incessante.

Atravessando o portal da cozinha, Bat-Seraph o esperava em uma das saídas verificando a segurança. Ela foi em frente, enquanto ØØ7 avistou um objeto na pia e o guardou no paletó e só depois a seguiu. A garçonete - que se sentira mais segura agora - mostrou a ambos a saída, abriu a porta e fugiu o mais rápido possível do local. Não havia problemas em deixá-la só agora. Não era exatamente ela que os inimigos queriam.

Sarah sinalizou que iria atravessar a rua e ßønd indicou a direção em que o Aston Martin estava estacionado. Com alguma sorte, eliminariam a maior parte do comboio, permitindo sua fuga com mais facilidade.

Isto não poderia se alongar, a experiência de ßønd no país dizia a ele que logo a polícia chegaria atirando primeiro e perguntando depois o que ocasionaria baixas terríveis para o lado da lei, algo que ele não poderia permitir pois comprometeria toda a investigação.

Atravessaram a rua com armas em punho e olhos atentos. Não demorou para que dois atacantes surgissem pela porta do restaurante mirando e atirando e Sarah jogou-se no chão procurando dificultar o trabalho dos assassinos. ßønd procurou abrigo atrás de um enorme utilitário estacionado do outro lado da rua. Precisava melhorar as chances de Bat-Seraph, que rolava agora para mais perto dele.

A primeira rajada dos fuzis atravessou as janelas do automóvel, causando pânico nos motoristas que cruzavam a pista até então despreocupados. Ele se abaixou e por debaixo do veículo conseguia ver Sarah atirando de volta com seu corpo jogado ao chão. O segundo atirador levantou um walk-talkie para informar sua posição e dando a ØØ7 os segundos que ele precisava. Esticou os braços por entre as janelas estilhaçadas, perdendo um segundo para mirar. Fez um disparo. Dois. Três.

O walk-talkie do segundo atacante foi o primeiro a atingir o solo, seguido do seu dono, pois o segundo e terceiro disparo perfuraram seu peito matando-o. ßønd olhou para Sarah, que se protegera debaixo do chassi do enorme utilitário e atirou também. Nenhuma de suas balas acertaram o alvo mas forçaram seu oponente a se esconder atrás de um veículo, na calçada oposta vendo que estava em desvantagem numérica. ßønd e Sarah sabiam que seu próximo passo seria informar os outros onde estavam.

Não que fosse necessário.
Após este pequeno combate todos sabiam o que acontecia naquele pedaço do quarteirão. Ainda teriam que atravessar uma pista movimentada e chegar até o Aston Martin. Sarah saiu pelo outro lado do veículo e postou-se ao lado de ßønd.

"E agora ?" - ela perguntou.

"Agora não depende de nós." - ele respondeu.

"No três, então ?" - perguntou. Ele disse que sim.

" 1, 2,..." - o terceiro número foi contado mentalmente e então levantaram-se correndo como nunca antes. Sarah foi na frente com sua Sig Sauer P229 sendo apontada ameaçadoramente para todos os lados por onde eles talvez aparecessem. ßønd foi cobrindo a retaguarda e estranhamente nada avistava.

Atravessaram as duas pistas da avenida, alcançando o carro. Bat-Seraph foi avisada das particularidades do DB9 e não o tocou ainda. ßønd levou a mão ao bolso, trazendo o controle remoto do segredo e desativando-o quando ouviu, saindo de lugar algum, uma voz fria e calma :

"Por favor, não se mexam."

ßønd não ousou se mover e Sarah apenas voltou-se para localizar o dono da voz.

"Larguem as armas e deixem as mãos em lugar seguro. Ou pelo menos, seguro para mim."

ßønd deixou a ASP cair, junto com a Sig Sauer de Bat-Seraph logo em seguida. Depois voltou-se com as mãos na cabeça para visualizar o inimigo. O homem de voz fria não era muito alto mas possuía uma aparência de brutalidade que superava qualquer outra desvantagem física. Aparentava ser latino, uma vantagem neste local, ao contrário da aparência bretã de ØØ7. O homem recolheu as armas e continuou.

"Agora entrem no carro, na frente. Eu irei atrás. Minhas ordens são para levar ambos com vida, mas não necessariamente inteiros. Então, qualquer imprevisto serei obrigado a destroçar seus joelhos ou qualquer ponto não vital."

Sarah tentou esboçar uma reação verbal mas ßønd a deteve.

"Não se preocupe. Vai ser um choque quando nosso anfitrião descobrir do que somos capazes." - disse baixinho.

Então obedeceram inicialmente.
ßønd sentou-se ao banco do motorista, e Sarah ao seu lado o encarou como se perguntasse qual o seu plano. Quando o homem de voz fria encostou na porta preparando-se para entrar, ßønd apertou um botão no controle remoto.

A descarga elétrica do sistema de segurança não era mortal, apenas o suficiente para impactar um inimigo e deixa-lo tonto por alguns segundos, como um taser. O homem de voz fria cambaleou para trás, soltando a arma que estava em suas mãos e Sarah saiu do carro, avançando para ele.

Apesar de Sarah ser bem treinada, o homem de voz fria recuperou-se parcialmente do golpe e a agarrou já pronto para puxar as armas recolhidas. ßønd saiu pelo seu lado da porta mas não entrou na disputa. Apenas chamou por Sarah, que quando o viu entendeu o que ia ser feito.

Quando o homem de voz fria conseguiu desvencilhar uma das mãos e alcançou a Sig Sauer de Sarah, ßønd puxou de seu paletó uma faca de cozinha que roubara do restaurante, jogou para Sarah, que a agarrou no ar e cravou com toda força na têmpora do homem de voz fria.

Ele finalmente caiu morto.

Não havia tempo para respirar. ßønd gritou para que Bat-Seraph entrasse no carro e pulou para a direção. Manobrou e saiu do local o mais rápido possível. As sirenes de polícia podiam ser ouvidas já próximas e não deveriam estar ali quando elas chegassem. Entrou por uma paralela à avenida e resolveu ir pelas ruas de dentro, menores, acelerando uma velocidade segura e ultrapassando poucos carros e finalmente parando embaixo debaixo de uma árvore de folhas grossas, usando sua sombra como proteção.

"Eles sabem onde estamos hospedados, qual o próximo passo ?" - Sarah questionou com amabilidade.

" Você me diz. Sou capaz de apostar de que sabe o nosso novo endereço. " - e mostrou as chaves que retirou das roupas de Schuved.

Ela emudeceu, uma vez que não queria amaldiçoar o homem que acabara de salvar sua vida.

Fim do capítulo 9.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Uma Arma às Quartas

Alguns geeks tem certa fascinação por armas, especialmente aquelas que não existem como Phasers, BFGs e Nulificadores Cósmicos - se você não sabe o que é um nulificador cósmico, sinta-se feliz e saudável. Entretanto, se fosse possível classificar uma pistola real como sendo #nerd certamente seria a Mauser C96.



A Mauser C96, de fabricação alemã, possui um design característico e inconfundível, participou de praticamente todas as guerras importantes desde sua fabricação e tem altíssimo poder de impacto, penetração e alcance pesando 1kg, calibres de 7.63x25mm ou 9x19mm Parabellum (e poucas variantes), velocidade de 425m/s no disparo, de 10 a 40 balas no pente.



Apesar de seu formato nada discreto (e talvez por causa disso mesmo) esta pistola foi uma das favoritas de Winston Churchill e até de T. E. "Lawrence da Arábia" Lawrence em combate.



Apesar de todas estas fascinantes informações, eu tenho a impressão de que a Mauser C96 seria realmente favorita de 11 a cada 10 geeks e nerds do mundo inteiro mais por ser a versão modificada usada por Han Solo em Guerra nas Estrelas, eu só posso supor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

COVERT OPS | by øø7

Espionagem | Táticas | Etiqueta para o dia-a-dia

--X--

Todo mundo acha chato soletrar senhas e nomes ao telefone quando a pessoa não entende o que você diz. Militares e espiões também.

Pensando no conforto e bem-estar de operativos, soldados e pessoas comuns do mundo inteiro, a OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte, caso esteja se perguntando - modernizou um Alfabeto Fonético que independe da língua nativa de cada um para resolver problemas e eliminar erros cotidianos que envolvessem códigos de aviação, contraordenanças militares mas, principalmente, recados errados de sua empregada doméstica.

Então, desde uma tarefa simples como transmitir uma placa de carro para o banco de dados da Polícia Federal até as mais complexas, como deixar anotado o e-mail daquele cliente norueguês para sua secretária podem ser facilitadas com a seguinte tabela:



Com este simples código, nunca mais pague mike india charlie oscar para chamar aquela garota de golf oscar sierra tango oscar sierra alfa para seu amigo na balada sem sutileza e discrição.

COVERT OPS | by øø7

Espionagem | Táticas | Etiqueta para o dia-a-dia

--X--

Com a crise imobiliária mundial, nunca se sabe onde um Ditador tirânico pode construir seu quartel-general. Para evitar um IPTU muito alto, talvez sua fortaleza impenetrável esteja em algum lugar obscuro nos Alpes. Ou talvez você apenas esteja querendo esquiar for da área da segurança porque a vista é melhor. De qualquer forma, é putil saber como sobreviver a uma Avalanche.

A princípio, não há muito que possa fazer caso o mar de neve esteja vindo em sua direção. Livre-se do seu equipamento, não tente esquiar mais rápido do que ela pois isto só fará com que sua mobilidade diminua e partes metálicas podem rasgar seu corpo e quebrar alguns ossos. E não queremos isso, queremos?

Uma boa notícia... assim como numa ressaca marítima ou uma areia movediça você pode nadar numa avalanche. O objetivo, na verdade, é tentar ficar o máximo possível na crista da onda mortal. Agarre-se a troncos de árvore, galhos o que for possível e por quanto tempo conseguir para deixar a pior parte do deslocamento ir embora.

Então... se ainda estiver entre os vivos e consciente... é a parte importante: quando sentir que o fluxo está diminuindo e já está parando de rolar, mantenha as mão próximas ao rosto para formar um bom bolsão de ar. O bolsão tem outra finalidade também: muitos morrem por desorientação, cavando para qualquer direção em pânico. Apenas cuspa. isso, cuspa e deixe a gravidade dizer pra que lado é o chão. cave na direção oposta rápido. Se não puder, apenas tente relaxar esperando ajuda e só grite (poupe oxigêncio) se realmente ouvir sinal de resgate.

Mas não se preocupe tanto assim nas próximas férias, uma avalanche matou apenas umas 50 ou 60 pessoas nas últimas décadas.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Um Gadget às Sextas

Quando um espião se vive em áreas de risco como Fallujah, Johannesburgo, Bogotá ou certas partes do Rio de Janeiro é aconselhável tomar medidas de contra-inteligência para evitar sequestros políticos, furtos de documentos importantes, assassinato e - às vezes - simples assaltos. Todo o treinamento do mundo pode ser ineficaz com uma (ou mais) arma(s) apontadas para sua cabeça. E todo um planejamento da noite (seja para uma missão, seja para uma noitada na The Week) vai por água abaixo porque você ficou sem grana, sem cartão de crédito e sem visa electron.

Uma precaução para isso pode ser o Cash Stash Keychain.



Com este discreto e simples aparato, você pode armazenar uma ou duas notas de $50,00 dobradas num clipe de dinheiro já incluso num compartimento selado à rosca e à prova d'água. Numa emergência, basta abrir a cápsula e recuperar a grana de emergência.

Se parece uma bobagem, me diga da próxima vez que acordar de ressaca na casa de uma estranha e sem dinheiro pro Táxi ou se encontrar em algum lugar no meio da Chapada Diamantina que só aceita pagamento em espécie. Você pode alternativamente usar o compartimento para guardar outras coisas que você prefere que não sejam encontradas facilmente em caso de revista, mas isso... eu vou deixar por sua conta.



Mas é claro... todo o treinamento do mundo e anos de experiência em contra-inteligência também serão inúteis se você é do tipo que perde ou esquece o tempo todo onde deixou as chaves.

The Secret Agent's Hitlist

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Uma Arma às Quartas

Atire a primeira pedra aquele que nunca teve vontade de esganar o chefe tirano, o irmão mais novo aproveitador ou mesmo o cônjuge encrenqueiro. Com o devido treinamento, um agente secreto pode fazer o mesmo com presidentes tiranos, agente duplos aproveitadores e traficantes de armas químicas encrenqueiros.

O segredo é usar um Garrotte.



Inicialmente, o Garrotte {ou Garrote Vil, como alguns o conhecem} era um método de execução muito comum no início da segunda metade do século 20, entretanto, usado para punir pessoas comuns enquanto nobres eram só decapitados. Consistia de uma cadeira e um dispositivo para torturar e matar a vítima por estrangulamento. Agumas versões relativamente modernas eliminaram a sujeira que a anterior causava simplemente subsitituindo a corda por um espinho cego de madeira direcionado para a coluna na área do pescoço, quebrando-o. Dizem que um efeito colateral deste adorável método nos homens é uma ereção como viagra nenhum é capaz. Por alguma razão, não tenho interesse em descobrir.



O método manual, o Garrotte como o conhecemos, tornou-se um método de assassinato popular na Europa pois é rápido, silencioso e - se bem aplicado com a ferramenta correta- não causa muita bagunça. Consiste em dois pontos fixos de material resistente e um fio que pode ser de instrumentos, cordas, fibra ou mesmo uma corrente - motivo pelo qual em alguns países o nunchaku chinês não pode ser portado livremente. Ninguém nunca teve coragem de dizer isso ao Panthro dos Thundercats. Seu uso não poderia ser mais simples... passar a corda pelo pescoço da vítima e usar as hastes para enforcá-la. Com o devido posicionamento, qualquer pessoa pode executar a manobra até mesmo em oponentes muito mais fortes. Apesar da brutalidade, é considerado um método elegante de execução e até em prisões é popular.



Sobreviver a um ataque de Garrote... well, that's a good question... se você não conseguir bloquear com a mão em forma de faca o fio antes dele enrolar no seu pescoço, é um inconveniência. Você terá poucos segundo até desfalecer. Se não conseguir acertá-lo em alguma parte vital ou extremamente dolorosa com armas ou as mãos (recomendo furar seus olhos com os dedos, o nervo ótico nunca falha) recomponha-se e tente um truque de boxeador: pise em seu pé como se sua vida dependesse disso (e depende). Este movimento causa um espasmo que pode fazer com que ele enfraqueça. Agora, se o atacante não estiver sozinho você... você... você provavelmente está morto.
 
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