terça-feira, 2 de junho de 2009

Um Serviço Secreto às Terças

Se você acha que tem problemas com vizinhos, pense de novo, pois podia ser bem pior. A menos que tenha que minas terrestres na porta da sua casa para seu vizinho não invadir e fique o tempo todo preocupado que ele não construa mísseis com o único objetivo de tomar seu terreno, você está com sorte. De fato, podia ser ainda mais difícil se seu vizinho possuisse um serviço de inteligência cuja único objetivo na vida é acabar com você usando qualquer meio necessário.

Assim é o Research Department for External Intelligence, ou RDEI, o principal serviço secreto da Coréia do Norte, responsável por espionagem extra-territorial.

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O pouco conhecido e sinistro RDEI responde diretamente a King John-Il, o Don King coreano, e {diferente das agências mais conhecidas} é dividida em apenas algumas poucas seções... sendo as principais "EUA", "Coréia do Sul" e "Japão", resumindo sua mentalidade a "ficamos de olho nos EUA porque queremos anexar a Coréia do Sul e destruir o Japão porque... ora... nós apenas não gostamos dos japoneses".

Levando-se em consideração que o país não é muito bem visto e foi adicionado ao polêmico Eixo do Mal de George W. Bush, sanções econômicas são retaliações normais. Desse modo, o RDEI investe em outro campo.

Em conluio com outros países não muito bem relacionados, tais como o Irã, o RDEI rouba, trafica, contrabandeia todo e qualquer equipamento, informação e armamamento para financiar a corrida nuclear natal. Também planeja e executa diversas operações de desinformação na tentativa de minar o governo sul-coreano.

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Em resumo, faz todo o possível para encher o saco dos outros e ainda se acha no direito inalienável de fazer isso.
Exatamente como seu vizinho.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Contos de Espionagem



Capítulo 8 - O Triâgulo

Assim que chegou ao hotel e cruzou as portas da suíte reservada para eles, Bat-Seraph avisou que iria entrar em contato imediatamente com seus informantes, a maioria pertencente à comunidade judaica local. Muito pouco de excitante acontecia neste canto do mundo que pudesse interessar ao Mossad, entretanto, para dias como esses é que o serviço de inteligência israelense se antecipava.

Fez algumas ligações e marcou um encontro. Avisou a ßønd que tinha que sair primeiro para recebê-lo. Deixou um aviso com o endereço de um restaurante com a hora ideal para sua chegada e já se retirava em carreira quando de lance de olho percebeu sua mala ainda aberta.

Foi até ela e ao puxar o zíper olhou na direção do chuveiro, onde agora Jåµë§ se banhava. Sorriu maliciosamente e puxou algo do fundo da mala, levando consigo.

Quando ßønd finalmente saiu da sua demorada ducha, encontrou apenas as indicações de Bat-Seraph e um bloco de notas.

Ao volante do poderoso Aston Martin, Jåµë§ ßønd puxou do bolso interno do paletó a folha arrancada. Não conhecia muito de São Paulo, então não se afastou do caminho traçado pelo GPS. Estacionou, ainda que com alguma dificuldade, bem perto da pequena rua próxima ao famoso centro de consumo paulista da Oscar Freire.

Seu instinto lhe dizia para não ir desarmado, porém ao carregar sua pistola não levou nenhum clipe extra tentando ser, só esta noite, um pouco otimista. Afinal, era apenas um encontro preliminar.

Carregava em seu bolso apenas documentos, dinheiro, a chave do Aston e no coldre discreto a ASP 9mm. Deu boa noite à eficiente e linda hostess do restaurante e logo encontrou Bat-Seraph sentada no canto em companhia de um homem jovem e muito bem vestido. Jovem demais para este tipo de trabalho. Aparentavam estar bem confortáveis um com outro, denotando conhecimento prévio.

Ele a admirou por muito tempo antes de se aproximar. Todo o seu corpo agora sendo contornado por um vestido preto, provocante mas na medida certa, que valorizava e mostrava muito mais do que ela ousaria mostrar em seu país natal, ele imaginava. Mas aqui, nesta latitude, ela estava à vontade para tentar e seduzir com sua sinuosidade todos os homens presentes. Inclusive ßønd. Um pensamento o ocorreu. Onde ela teria conseguido se arrumar que não fosse no hotel ?

Com seu peculiar autocontrole, desanuviou estes pensamentos, deixando-os de lado como se nunca existissem e se aproximou de ambos pegando-os sutilmente de surpresa.

"Boa noite" - ele disse interrompendo a conversa. Ele notou que ela estava também à caráter.

"Olá, Jåµë§! Que bom que se juntou a nós." - disse ironicamente - "este é George Schuved."

O jovem o analisou com os grandes olhos e em seguida perguntou: "E acredito que o senhor é... "

"ßønd. Jåµë§ ßønd." - ele completou, já se adiantando em apertar sua mão.

"Prazer... posso chama-lo de Jåµë§? Nós não somos muito formais aqui."

"Naturalmente." - ele consentiu com o balançar do rosto - "mas, em que ponto estamos na conversa ?"

"Hmm... estritamente negócios, huh? Ok... deixe-me ver... ah, sim. Mohamed Ibn Batut está numa cela especial no consulado esperando transporte para Guantanamo."

"Qual acusação? Só por fraudar passaportes?" - perguntou ØØ7.

"Obviamente, não. O senhor Ibn Batut parece estar ligado a bem mais do que isso e a polícia federal brasileira esteve trabalhando com a Interpol tentando implica-lo como cúmplice em alguns recentes atentados em Bagdá e em Beirute contra cidadãos americano-israelenses. Por uma extrema falta de sorte ele foi preso há dois dias e está sendo mantido lá até agora sem que ninguém apele por ele. O governo americano assumiu com o consentimento da República que quer, na verdade, se livrar deste inconveniente."

"Mas existe a possibilidade de falarmos com ele, não é mesmo?" - Sarah Bat-Seraph resolveu participar da conversa.

"Sim, sim... mas como eu havia dito antes de chegarmos ao restaurante, ele não está falando com os americanos. Não confia em nenhuma das promessas deles. E quem pode culpa-lo?"

Bat-Seraph e Schuved soltaram um abafado riso, seguido de outro de ßønd.

Sentiu sede e resolveu pedir algo para beber. Fez sinal para uma garçonete que tinha acabado de sair da cozinha que prontamente o atendeu.

"Por favor, eu gostaria de um vodca-martini." - ele reparou que seus olhos eram muito atentos, ansiosos - "Batido, não mexido."

A garçonete anotou sem demonstrar nada perante o pedido pouco usual e nem pediu maiores explicações. ßønd achou que seu drinque favorito estava provavelmente na moda ou algo parecido. Talvez fosse hora de ser original ou deveria permanecer no clássico? Distraído por estes pensamentos, mas nem tanto, assistiu Bat-Seraph e George Schuved acertando o próximo passo, uma visita agendada à Ibn Batut logo pela manhã.

Quando o martini chegou, sorveu um gole e o deixou no único espaço livre de canetas, agendas e anotações... perto de Bat-Seraph. Encostou de leve em sua mão, fazendo com que ela se retraísse. Uma atitude estranha vinda de Sarah. George assistiu a cena e nada comentou.

Nesse momento, ßønd deduziu tudo.
A troca de vestido.
A aparente cumplicidade de ambos.
O ciúme discreto.

Observou fixamente os possíveis ex-amantes com ar triunfante e continuou a ouvir atentamente o plano. Em certo momento, George Schuved anunciou :

"Acho que por hoje é só, amanhã temos que acordar muito cedo. E eu odeio acordar dedo demais, Sarah. "

"Olhe só, eu também... " - disse ØØ7, olhando cinicamente para Sarah - " ... parece que temos mais uma coisa em comum. "

Antes que Schuved ou Bat-Seraph pudessem argumentar seu comentário, ele pegou sua taça de martini para um último bom gole. Um frio percorreu seu estômago quando um facho de cor vermelha - normalmente invisível - iluminou a taça, indicando a direção de uma mira laser.

ßønd e Bat-Seraph reagiram ao mesmo tempo. Ela pulou em direção ao ponto de luz no peito de Schuved. Mas ßønd a empurrou para o chão, muito mais forte. O som muito baixo de uma janela perfurada foi audível apenas para os presentes mais próximos.

"Saia de cima de mim !" - ela o virou para o lado procurando por Schuved. Sabia exatamente o encontraria antes mesmo de ver o corpo. George Schuved estava ao chão e tentava falar alguma coisa mas o sangue jorrava de sua boca impedindo qualquer palavra inteligível. ßønd sabia que era uma questão de segundos para que ele morresse e nada poderiam fazer para evitar... a não ser localizar seu algoz.

O público do restaurante percebera o ocorrido e entrara em pânico total, empurrando os que não conseguiam sair mais velozmente. Mas em pouco tempo, o ambiente ficou vazio.

Pegou Bat-Seraph pela mão e a puxou para perto. Ela já estava com sua arma em punho, tirada do pequeno coldre em sua coxa direita pronta para matar. Estava recomposta mas seus olhos emavam uma ira contida.

" Ele morreu. " - disse devagar.

ßønd puxou sua pistola, se amaldiçoando por ter não ter trazido mais munição e lembrando que seu carro estava a 100 metros dali, espaço suficiente para serem pegos, caso fosse um esquadrão de assassinos.

"Vamos torcer para não termos o mesmo destino."

Fim do capítulo 8

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Um Gadget às Sextas

Numa bolsa de mulher não há lugar para objetos demais além dos já 57 ítens básicos de simples sobrevivência para elas. Pensando nisso, a Kosmos Project uniu praticidade e glamour a um dos utilitários femininos mais comuns e assim surgiu Knucle-Comb, um mix de pente e soco inglês.



Para aqueles momentos embaraçosos quando um mauricinho incoveniente puxa seu cabelo na balara, o estuprador em potencial lhe acoxa num canto escuro e para arrumar a bagunça que fica nos fios, momentos depois.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uma Arma às Quartas

Num curso de etiqueta, é comum se aprender a função de diversos talheres, os diferentes tipo de colher e quando usá-las. É provavél que meu leitor {um cavalheiro contemporâneo} já esteja habilitado a saber qual a faca de carnes normais e qual a de peixes e quando usá-las apropriadamente. Em todo o caso, para complementar sua educação, é necessário também perscrutar outros tipos como, a seguir, os vários tipos de Facas de Combate que você poderá encontrar como apêndice em qualquer livro de Glorinha Kalil e táticas afins.

1) Assim como à mesa... uma faca de combate pode ter diversas versões e usos. Existem alguns modelos de observação obrigatória.

Mesmo que você possa {numa emergência} cortar peixes, estripar mamíferos e cortar gargantas com qualquer lâmina afiada, a Faca de Sobrevivência foi desenhada para facilitar diversos tipos de operação assim e muito mais. Um exemplo é a famigerada faca estilo Bowie usada por John Rambo nos filmes e imortalizada desde então. Apesar de não ser das melhores.



Naqueles chatíssimos eventos... onde a habilidade com este utensílio é imprescindível, é muito provavél que você seja obrigado a utilizar um Ka-Bar 1905. Uma adorável lâmina de 7 polegadas, feita de aço-carbono ou cro-van, e cabo de couro lavado prensado. Uso padrão dos fuzileiros americanos e outras agremiações militares.



Em combates corpo-a-corpo na Alemanha, um incauto turista pode se deparar também com a KM2000, faca de combate de apenas 320 gramas, 17 centímetros de lâmina com corte à laser em aço inox e cabo de polímero, feita segundo normas da OTAN.



Outra alternativa para o combatente silencioso são as variações da Fairbairn-Sykes, em especial a Gerber Mark II. O que a distigue das outras facas é que esta não tem nenhuma outra eficiência que não seja matar pessoas. É tão famosa que já foi usada em filmes como Aliens e Mad Max.



Outro modelo curioso, é uma combinação mortal de utilidade e praticidade ao caçar ou inutilizar um oponente. Os modelos Tracker, cujo desenho segue a linha das facas dos praticantes de kali silat {sim, você conhece... Jason Bourne, Caçado, A Grande Arte...}, são na prática facas de sobrevivência.



Para fechar sua educação em dispositivos perfurocortantes para usar em casa ou em público, a Balisong é uma opção mais exótica. Também chamada de "Borboleta" é mais comum em tabacarias e lojas japonesas do que nas mãos de alguém. A menos que você seja estudado no manuseio deste armamento de artes marciais filipinas, é mais fácil que alguém o tome de você antes que consiga abrir.



2) Como se portar socialmente... numa luta de facas e não cometer gafes irreparáveis. A primeira coisa que você precisa saber num corpo-a-corpo envolvendo este tipo de arma é que você vai se cortar. E vai doer. E você pode morrer, mesmo ganhando. Sendo assim, a melhor estratégia é terminar o mais rápido possível. Qualquer embate que leve mais de 2 ou 3 golpes não vai terminar de modo satisfatório.

3) Dicas práticas para o dia-a-dia... dê preferência, dentre todas as "pegadas", que se pode chamar de "Pegada Reversa". Faça a linha cega da lâmina próxima ao seu antebraço. É considerada por alguns como amadora mas não dê ouvidos, a chance de alguém te desarmar cai bastante e causar ferimentos nesta pegada é uma questão de movimentação de pulso e não de força. Num modo de grip normal eu consigo desarmar um oponente com apenas um movimento. Neste eu ainda não sei. E isso já diz alguma coisa.

Não é porque você se sentiu ofendido que deve revidar proporcionalmente. Uma boa maneira de findar um combate antes que ele chegue às últimas consequências para qualquer um dos lados é mais fácil do que parece. Caso seja possível, ataque primeiro e corte a fronte do adversário ponta-a-ponta. Se o fluxo sanguíneo subsequente não apavorar o oponente, digamos que uma literal cascata de sangue descendo pelos olhos já é o suficiente para minar consideravelmente sua vontade de levar adiante.

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Ensinei algumas destas táticas e outras mais para Dorothy e ela reclamou que elas só inutilizam, desarmam ou atrasam o oponente. Não aprendeu nenhuma que matasse. Respondi que inviabilizar a agressão de, digamos, um possível estuprador já era defesa suficiente. Mas a verdade é que eu não quero ter que esconder todas as facas de casa quando quiser sair com os amigos à noite sem avisar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Um Serviço Secreto às Terças

Não importa o quanto a CIA tenha um enorme orçamento*, que o SAS seja absurdamente selvagem e com operativos duros de matar ou mesmo que o Mossad seja mais temido e implacável. É com a criança nascida desses três que eu teria realmente cuidado.

O Vezarat-e Ettela'at va Amniat-e Keshvar, também conhecido nas rodas de samba como VEVAK, a agência de inteligência do Irã, substituiu a SAVAK no início dos anos 80 como principal força para assuntos internacionais e domésticos do país. É tida por analistas como uma das maiores e mais ativas comunidades de espionagem no mundo e, mesmo assim, aposto que nunca ouviu falar dela - até agora. E é exatamente aí que está sua força.

Até porque, considerando suas principais atividades, eu também gostaria de ser bem low profile. Desde sua criação, a VEVAK já foi acusada de se envolver em mais de 450 casos de terrorismo, espalha desinformação sobre os inimigos, possui um sem-número de fachadas pelo mundo todo {instituições financeiras, construtoras, setor agrícola} e nas horas vagas espiona, sequestra e mata dissidentes que possam denegrir a imagem do Irã.



Tradução: "Corra que a VEVAK vem te pegar, vem te pegar..."

Uma força desse nível não se cria sozinha é claro. No passado distante de SAVAK, seu treinamento e fundos vieram das principais agências do planeta... americanas, britânicas e - yeap! - israelenses. E como sempre, what goes around comes around, o VEVAK vem dando dor de cabeça aos seus vizinhos judeus há muito tempo.

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Nesse exato momento, a VEVAK já deve ter detectado este texto do cão infiél blogueiro e provavelmente considerando se morrerei acidentalmente enforcado ou por um ataque de embolia injetando um seringa de ar na minha corrente sanguínea. As opções são várias e vou deixar por conta da criatividade deles.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

COVERT OPS | by øø7

Espionagem. Táticas. Etiqueta para o dia-a-dia

Ao voltar para casa, depois de uma noite de pouca diversão, nenhum sexo e muito dinheiro gasto, a última coisa que um cavalheiro moderno precisa é perder a chave de casa. Mesmo que seja apenas para penetrar silenciosamente o quarto de traficante sul-americano, acessar o almoxarifado para pegar algumas resmas de papel extra para sua impressora em casa ou pegar suas coisas de volta antes que sua futura ex-namorada queime tudo ou jogue fora... pode ser útil entender como uma fechadura comum funciona e como abri-la.

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1) Entenda o cilindro
Fechaduras comuns possuem um mecanismo de cilindo, linha de corte e pinos - ou seja, como quase tudo, uma senha mecânica que apenas a chave correta, teoricamente, pode decriptar.



Na prática, o que a chave faz é alinhar os pinos dentro do tambor que,abaixo, estão em vermelho. Uma vez que é inserida:



2) O que você precisa?
Se o seu orçamento estiver apertado, é possível abrir uma fechadura apenas com dois grampos de cabelo, mas se você quiser realmente ter estilo, é bom ter sempre este lock-picking credit card à mão.



3) Fazendo a mágica
Insira um dos grampos ou tira metálica para usar como alavanca de tensão, e vire levemente pro lado da chave. Isso aciona o tambor para os pinos ficarem prontos para saltar pra cima do alinhamento. Depois enfie o segundo grampo com a ponta em formato de gancho.



Comece a levantar levemente os pinos, um a um, sempre mantendo a pressão com a alavanca de tensão, até que você você escute um estalido, que significa que o pino sendo mexido está na posição correta e não caíra de volta. Quando todos os pinos estiverem posicionados, gire o tambor com a alavanca de pressão e abra a porta.

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Desnecessário dizer, isso requer prática. Felizmente existem um sem-número de eventos onde você pode treinar suas habilidades... como... envenenar o cachorro barulhento da vizinha quando ela não está, assistir o futebol na Sky da casa do seu amigo enquanto ele malha na academia... as possibilidades são infinitas.

Claro que numa emergência, é mais fácil colocar um pouco de explosivo plástico C-4 feito em casa na porta e explodi-la.

Hm... eu já ia esquecendo que ainda não ensinei como fazer C-4 em casa para emergências. Fica para a próxima vez?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma Arma às Quartas

Nada como descobrir que algo que estava fora de moda há tempos de repente se torna vintage. Primeiro foram as músicas dos anos 80, logo depois as roupas dos anos 90... no cinema, o rock dos anos 70 sempre tem sua vez. Mas no mercado da morte, algumas peças nunca saem de moda.

O hit do momento é o Snayperskaya Vintovka Dragunova, conhecido na roda de samba por Rifle Dragunov {ou SVD}.



O bom e velho Dragunov é design e criação da década de 60 mas em comparação a alguns feios e estrambólicos rifles sniper atuais parece que ainda nem foi inventado. Com peso de quase 5kg, munição 7.62,54mm, capacidade de 20 rounds, excelente empunhadura, supressor de flash, disparo de aproximadamente 800m/s e alcance efetivo de 800m - podendo chegar a 1km - o SVD pouco mudou com os anos sendo uma das mais populares armas de disparo à distância ainda hoje. Mesmo não sendo a melhor ou mais precisa.



Mesmo que o Dragunov seja mostrado em 9 a cada 10 filmes de hollywood sobre o assunto, seu retorno à mídia se deve mais pelo uso do rifle {na verdade, uma variante chamada de Al-Kadeish} na guerra do iraque pelas mãos do inimigo. Um dos vídeos mais procurados sobre o assunto, em Bagdá, é o de Juba... suposto sniper iraquiano que afirma ter eliminado cerca de 130 soldados, uma bala por vez. Para o caso de ninguém acreditar na sua palavra, Juba {ou um esquadrão de snipers que usam o mesmo nome para causar medo} disponibiliza na internet seus feitos.



Recentemente, Hugo Chavéz encomendou um carregamento de 5 mil desses aparatos, alegando ser de uso exclusivo psra ordem e paz.... yeah, right... como se vê, não é apenas no sistema de governo ditatorial que o venezuelano vai buscar inspiração na década de 60.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Um Serviço Secreto às Terças

Você conhece o Kama Sutra. É provável que já tenha provado arroz ao curry. Acredito que já tenha ouvido falar do estranho culto ao hamburguer às vacas. E, depois de Slumdog Millionaire e a novela das oito da globo, você acredite saber quase tudo sobre a India.

Mas existe uma coisa que nem a novela, o cinema ou o cozinheiro do seu restaurante hindu favorito vão te contar... a India também possui um discreto e relativamente eficiente serviço de inteligência cujo maior expoente se chama Research And Analysis Wing.. ou como eles preferem se chamar.. o R&AW.

O R&AW seria, a grosso modo, o equivalente à CIA e ao SIS britânico, cujos operativos tem o objetivo de monitorar o desenvolvimento militar e político dos países vizinhos - em especial seu rival nuclear, o Paquistão. No caso de Gloria Perez não ter mencionado ainda entre um beijo e outro da Juliana Paes, a India também é uma potência atômica com um arsenal modesto em números mas poderoso o suficiente para varrer o Brasil do mapa.

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Apesar do papel importante que o R&AW possui na proteção dos segredos e poderio indiano, sua existência é quase um tabu sendo pouco mencionado até mesmo na cultura popular - como os filmes de Bollywood. Outro motivo pode ser que eles respondam diretamente ao Primeiro Ministro o que, teoricamente, pode fazer com que os interesses da agência não necessariamente reflitam os interesses do povo como outros gostam de apontar.

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Operativos oriundos do R&AW recebem treinamento americano, britânico e israelense e isso já nos diz alguma coisa. Provavelmente os instrutores do SAS devem aumentar o tempero no frango ou algo assim para torná-los mais resistentes a torturas, posso supor.

Apesar das críticas de muitos relacionadas à corrupção e ineficiência, como em qualquer outra agência, e eu acredito que quem telhado de vidro jamais deve atirar pedras no dos outros, o R&AW é um dos principais canais aliados de combate ao terror tendo desarticulado vários gruipos de radicais islâmicos em seu território e, as pesquisas confirmam, ajudaram a diminuir a violência nos últimos anos. O R&AW também mapeia campos de treinamento da Al-Qaeda no Afeganistão e no Paquistão para os Estados Unidos com mais eficiência do que os serviços secretos dos próprios investigados. Recentemente, seus operativos conseguiram salvar o ex-presidente de um assassinato iminente. O ex-presidente do Paquistão.

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Então, da próxima vez que resolver ir ao McDonald's em Nova Delhi porque não suporta comida com muit especiaria, lembre-se que o R&AW está de olho em você... peça um McFish.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Contos de Espionagem



Capítulo 7 - Brinquedos Para Crianças Grandes

A ducha quente da adequada suíte do Tulip Hotel não podia se comparar àquela que instalara em seu apartamento em Londres ou de sua casa de campo no interior, mas mesmo assim Jåµë§ ßønd sentia-se satisfeito em finalmente estar confortável e poder livrar-se das roupas que estava nas últimas 16 horas. Por mais que adorasse a primeira classe aquele leito ainda era, no final das contas, um cubículo de pouca privacidade e liberdades pessoais. 

Mesmo não estando em sua melhor disposição pelo fuso horário, o banho revigorara uma boa parte de seu ânimo. Secou-se muito rapidamente e vestiu seu próprio roupão que trouxera de casa o que lhe fazia sentir como que vestindo um pouco de seu lar. Verificou o frigobar e encontrou uma aceitável vodca, a seguir escolheu um copo apropriado e serviu-se alguns dedos do líquido incolor. Não se interessava particularmente pela dúvida de sua origem (polonesa ou russa) mas neste momento abençoava quem quer que a tenha engarrafado. 

Depois de um longo gole serviu apenas mais uma dose e caminhou até a cama onde escolhera roupas limpas  e sapatos, guardou seu relógio Omega e outros itens que certamente não seriam postos à venda no e-bay, cedidos pelo chefe da Seção de Armas e Tecnologia - conhecida pela alcunha de Seção Q

Os longos minutos à disposição das instruções do Quartermaster - cientista-chefe da Seção Q - sobre detalhes tecnológicos só podiam ser menos enfadonhos graças às agradáveis disputas verbais entre ambos e à capacidade de suas invenções. Claro que a impressão era de que apenas ele, ßønd, se divertia do pouco caso com que tratava traquitanas no valor de milhões de libras. 

Ao afivelar o belo relógio, repassou mentalmente a noite anterior, logo após ser instruído por M, quando encontrou-se com o velho Q e tentava imaginar que surpresas o laboratório e sua equipe o esperavam. 

"Agora preste atenção, ØØ7." - disse Q assim que ele o cumprimentou na noite anterior. Carregava um dispositivo em suas mãos que ßønd reconhecera instantaneamente. 

"Um iPhone, Q ?" - comentou - "Receio que alguém já inventou isso."

"Um com um fascinante dispositivo escuta celular de qualquer freqüência ou operadora ? Eu duvido." - respondeu Q. 

"Ah... " - ßønd fingiu bocejar, o que não abalou o Quartermaster - "e como funciona ?" 

"Na verdade, é muito simples. Você aciona este botão aqui, aponte para a direção do alvo que deve SEMPRE estar há uma distância de, no mínimo, 50 metros. Algumas conversas extras podem aparecer, então rotacione o botão para calibrar a freqüência desejada do eletronic serial number da vítima e trave pressionando o botão de baixo. Pronto. "

ØØ7 o tomou de suas mãos e vasculhou a área ao redor... o som cacófato de algumas pessoas surgiu a princípio e ele apontou para a direção do escritório da Srta. Moneypenny. Após sintonizar por alguns momentos soltou um leve riso. Diante do rosto aborrecido de Q, ele desconectou o fone de ouvido e procurou por um computador com caixa de som. 

Ao conectar o fone, aumentou o volume, assustando a todos no recito e provocando torrentes de risos a cada parte do íntimo diálogo : 

" ... mas, Penny, não me diga que ainda não foi pra cama com ele ?! Isso é um desperdício. " - uma voz levemente estridente precedeu a melódica voz de Moneypenny. 

"De fato, Jillian, mas se me perguntasse eu lhe diria que nem preciso leva-lo para cama. A minha mesa do escritório já suportaria nosso peso !"

"Penny, sua sem vergonha... "

Q saiu de sua surpresa e arrancou abruptamente o fone. 
ßønd não deixou por menos : " Tem razão, Q, é fascinante ! "
"Quando você vai crescer, ØØ7 ?" - respondeu. 

Dando-lhe as costas momentaneamente, o velho armeiro buscou dentre suas em sua prateleira um outro aparelho para demonstrar. Quando verificou que estava seguro mostrou a ßønd. 

"Vamos voltar ao trabalho... olhe bem isto." - e entregou em mãos. 

ßønd analisou o aparelho muito seriamente, contornando e sentindo com os dedos. Pareceu desistir de adivinhar. 

"Suponho que isto seja um... pen drive ?"

"Muito bem, ØØ7 ! Pelo visto, resolveu realmente se juntar a nós no século XXI. É um pen drive com capacidade de 250GB de informação e é preparado para armazenar quaisquer dados armazenados com 1024bits de criptografia. Em todo o caso, se houver interceptação, há uma opção interessante. "

Fez uma pausa dramática. 
ßønd resolveu lhe dar uma colher de chá. 

"E qual é ?"

"Esta trava aqui do lado fará com que se autodestrua em cinco segundos. "

"Ora, eu vi este filme. Dizem que vão filmar a parte 4."

Q sorriu de lado pela primeira vez desde o início e disse : 
"Apenas este você tem permissão de explodir."

Ambos riram, neste momento. 

Depois, Q puxou do bolso mais duas coisas, como se houvesse esquecido de mencioná-las. 

"Tome, ßønd. O seu relógio acabou de voltar da manutenção. A potência do laser foi ajustada e reduzida mas ainda é suficiente para cortar superfícies como vidro, etc. "

E fez outra pausa, seguida de um muxoxo, ao entregar o último item. 

Mesmo agora, em seu quarto de hotel, muitas e muitas horas depois destes momentos, ßønd brincava entre as mãos o passe para o mais precioso aparelho já construído pela Seção Q

Checou seu visual uma última vez no espelho, depois de totalmente vestido com seu costume Brioni azul escuro, sem gravata e seus sapatos mais confortáveis de couro negro. Telefonou para a recepção, ditando todas as instruções necessárias e demandas para as próximas horas. Trancou a porta do quarto e chamou o elevador. 

Ao descer na avenida à beira-mar, percebeu a eficiência com que seu pedido ao manobrista havia sido atendido. Entregou seu passe a ele, que lhe entregou a chave personalizada do estupendo Aston Martin DBS, todo negro, estacionado agora à sua frente. Chegara primeiro que ele por avião de carga, não sujeito à atrasos ou desvios. 

Ao sentar-se no banco do motorista, lembrou-se das últimas palavras trocadas com Q, quando se despediram em Londres. 

"Este é o mais despendioso que já produzimos, ßønd. Mísseis stinger. Carroceria eletrificada. Armas detectoras de movimento. Uma bateria maior para sistema de camuflagem invisível. Todos os acessórios anteriores num só carro. O poder de fogo dele rivaliza com nossos melhores tanque de guerra. Custou 50 milhões de libras, ØØ7."

Ao notar que ßønd nada dizia, finalizou : 
" NÃO. DESTRUA. ESTE. "

"Vou cuidar dele como se fosse meu, Q."
"É disso que eu tenho medo, ØØ7"

A lembrança desta última frase dita o fez sorrir, se ajeitar no delicioso assento do Aston Martin e arrancar gastando seus caros pneus, partindo velozmente para seu compromisso com Sarah Bat-Seraph. 

Fim do Capítulo 7

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Coisas Sobre o Mossad Que Você Não Sabia...

O serviço secreto de Israel está sempre de olho no Brasil porque... 1) temos mulheres mais bonitas e menos narigudas que as de lá, 2) se comerem porco e outras iguarias aqui ninguém vai caguetar no Mossad e 3) nosso passaporte costumava ser de fácil obtenção no mercado negro e ainda mais fácil de falsificar.

Afinal, até Jason Bourne tem um e é de Osasco.

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Então, eventualmente agentes do serviço de inteligência israelense visitam as fronteiras brasileiras só pra ter certeza de que nenhum palestino adquiriu uma vontade súbita de conhecer nosso Pantanal após algum atentado por lá. Nunca encontraram nada... que se tenha ocorrência registrada.

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Se o Mossad tivesse sido treinado pela antiga CISA (Centro de Informações da Aeronáutica), boa parte dos seus problemas já estariam resolvidos. Nos anos que se seguiram aos atentados do Setembro Negro e a subsequente reação de Israel, vide post abaixo, alguns palestinos tentaram se infiltrar em território brasileiro para arregimentar homens e dinheiro através de sequestro de judeus influentes, atentados a instituições judias, assassinato de empresários e sabotagem de navios cargueiros.

Por receio de que este tipo de atividade fosse prejudicar a ditadura militar, nossos órgãos de repressão caçaram, capturaram, torturaram e mataram tudo que se mexesse e falasse árabe - e não fosse vendedor de quibe. Alguns ex-operativos do CISA ainda devem ter as pás com que cavaram as valas. Isso desencorajou qualquer novo assanho terrorista nos últimos 35 anos.

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Aparentemente, funcionários de embaixadas e consulados são apenas burocratas curtindo trabalhar em novos lugares, novos países. Ou seja, são menos misteriosos e intrigantes do que parecem... mas os responsáveis pelo serviço de segurança interno... esses são todos cascas-grossas de seus respectivos serviços secretos. O de Israel fica alí na Faria Lima, pertinho do shopping, caso queira dizer um "oi".

 
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