quarta-feira, 26 de maio de 2010

Uma Arma às Quartas | 24 Horas Tributo

A AK-47, o M16, o SVD e a M60 , já descritas aqui, são realmente armas poderosas. Contudo, são mais adequadas para levar naqueles manjados e românticos pontos turísticos pelo mundo... Bagdah, Teerã, Adis-Abeba, Freetown, Pyongyang... diversão para ser curtida a dois ou em família.

Para o dia-a-dia do homem moderno, nada substituiu uma handgun para encontros inesperados e close combats. E, neste ponto, todo mundo tem sua preferência. Se você está pensando em adquirir uma boa companheira para todas as horas, recomendo a SIG P229... por vários motivos...



Primeiro, porque a SIG P229 é leve, compacta e usada por forças de segurança e contra-terrorismo em todo o mundo. Fácil de portar e disfarçar. Vem em modelos de calibre 9mm parabellum, .40S&W e .357SIG. Pesa em torno de 800g e aceita cartuchos de 10, 12 ou 13 rounds {depende do modelo}.

Segundo, porque possui capacidade para diversos recursos modernos {silenciadores, lanternas, mira laser} que podem ser facilmente adquiridos em lojas afora.



E terceiro, o ítem mais importante, é a arma de nosso contra-terrorista favorito, Mr. Jack Bauer. Sem ela, nosso estimado agente não duraria nem 24 horas solto nas ruas.



Se seu objetivo é um utilitário para o cotidiano ou rápidas fugidinhas de fim de semana no Rio de Janeiro, pode confiar que a SIG P299 é uma boa escolha para se ter ao lado. Além da namorada, é claro.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Previously On LOST

O lado bom de ver algo com baixa expectativa é que qualquer coisa bem-feita satisfaz. Assim foi o último episódio de Lost, "The End", onde finalmente descobrimos o destino final de (quase) todos os personagens e a verdadeira natureza dos Flash-Sideways, a realidade alternativa que era mostrada em suposta rota paralela.

Hoje, com a mente menos veloz, posso separar a análise do capítulo final por cada realidade. Até porque tecnicamente descobrimos que uma é real e a outra... bom, chegaremos lá...

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A Realidade
Aconteceu o que muitos fãs previam, Lost acabou sem dar resposta a várias perguntas bacanas e mistérios surgidos durante 6 anos de transmissão. De onde veio (mesmo) a Ilha? Se o cargo de guardião da Ilha é passado de mão em mão, quem foi o primeiro? E a porra da estátua de 4 dedos? Como Jacob ia e voltava da Ilha ao bel-prazer? Como assim a bomba atômica explodiu e eles não foram afetados? A lista de perguntas sem resposta não cabe num livro. E é melhor deixar assim mesmo. Vamos ficar apenas nos fatos.

A última aventura dos nossos Losties é derrotar a qualquer custo o UnLocke e preservar a ilha. Mas a maioria só quer mesmo é vingança. Jack, agora no posto de guardião, age como sempre no improviso acreditando ser seu destino dar um fim ao responsável pelas mortes de seus amigos e desgraças sem fim que tiveram que passar. Desmond com seu poder de absorção eletromagnética consegue desativar o poder da Ilha tornando UnLocke mortal novamente tempo suficiente para Jack confrontá-lo. Para mim, um dos maiores mistérios de Lost é o corpo velho de Locke consegue aguentar mais de 2 minutos na porrada com qualquer um, mas enfim... no final é um tiro nas costas de Kate que dá fim ao Homem-Fumaça. Enquanto isso, Lapidus e Seus Blucaps conseguem dar um jeito num avião sozinhos com cuspe e fita adesiva onde aguardam impacientemente pelo resto dos tripulantes - Sawyer. Kate e Claire.

Jack, Hurley e Ben Linus correm para a caverna onde Jack passa o bastão para Hurley e salvando Desmond, que estava desfalecido na caverna, se sacrifica para reativar a Ilha - sabendo que iria morrer de qualquer jeito pelo ferimento à faca durante o embate titânico com UnLocke. No fim, Hurley, Ben e Desmond ficam na Ilha enquanto Lapidus, Richard (agora mortal), Kate, Sawyer, Miles e Claire se mandam daquele lugar esquecido por Deus. Fim.

Algumas cenas da Realidade são muito boas mesmo que seu roteiro seja muito duvidoso com influência de filmes de ação já vistos por aí. Tem até pulo com soco de Jack, no maior estilo video game Street Fighter. Os fãs vão comentar ainda das cenas que relembram momentos prévios da série, inclusive a cena final da realidade, TOTALMENTE previsível, mas AINDA ASSIM sensacional, de Jack fechando o olho que permaneceu aberto desde a primeira cena da série. Morreu onde começou a viver. Pelo menos, para nós.

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Flash-Sideways
O grande redentor deste final de série foi a realidade alternativa conhecida como Flash-Sideways pelos fãs. Vimos os losties começando a entrecruzar neste mundo alternativo sem saber onde isso iria dar ou como os acontecimentos desta "realidade" iriam conflitar com o mundo real. E então Desmond (o "Constante") desperta e começa a bagunçar todo o meio de campo, mas com um plano e propósito. Um a um ele vai ajudando a despertar os losties necessários para dar cabo do que precisa ser feito mas... o que precisa ser feito?! O segredo é revelado aos 49 minutos do segundo tempo com Jack sendo o único a resistir aos despertar até que finalmente seu pai e catalisador de quase tudo que motivou seu sofrimento até então retorna e explica... ele está morto. Todos nesta linha de argumento estão. E ao invés de Flash-Sideways esta realidade está mais para Flash-Afterlife. Praticamente todo o cast original participa do encontro final, com Christian Sheppard ("Pastor Cristão") levando todos para seu próximo passo no além vida.

Muitos fãs não vão entender este delicado conceito, porque a idéia de "tempo não-linear" de um limbo (ou purgatório) não é tragável para todos. Já leio por aí gritos de "então eles estavam mortos desde sempre?" e coisas do tipo...

A resposta para isso está em pequenas dicas deixadas pelos persogens... começa quando Kate diz que sentiu muita saudade de Jack, implicando algum tempo decorrido desde seu último beijo. Passa pela despedida de Hurley e Ben, quando ele diz que Ben foi um excelente número 2, implicitamente dizendo que ambos tiveram uma vida protegendo a Ilha juntos e se encontraram no Flash-Afterlife agora. E, para os mais distraídos, o pai de Jack responde claramente quando este pergunta se estão todos mortos agora - "Em algum momento, todos morreram". Acontece que nunca saberemos como foi a vida dos que escaparam no avião, como Desmond saiu da Ilha e mesmo se UnLocke morreu de verdade. Em algum ponto do tempo, a linha da vida de cada um foi rompida e todos foram parar no Flash-Afterlife. O Flash-Afterlife não é "no futuro", existe fora do tempo.

Muitos podem se perguntar porque na partida para o próximo nível, os losties não esperaram por família ou amigos tradicionais, ficando somente com os colegas de aventuras. Por que isso? Outra resposta dada por Jacob como mamão-com-açúcar.

Eles os escolheu por serem como ele: solitários, sem ligações verdadeiras no mundo, mesmo os que tinham família, ela pouco representava em suas vidas. O único momento em que eles se sentiram parte de algo foi em volta dos companheiros de tragédias e vitórias... "Live Together Or Die Alone" se transformou em "Die Alone, Maybe, But Live On All Together"...

Um toque interessante foi que alguns losties não foram despertados, como Ana-Lucia (porque "não estava pronta ainda"), e Ben resolveu ficar mais um pouco - como que para pagar um pouquinho por tudo que fez na vida. Gosto de pensar que ele será um "Desmond", que já desperto ajudará aos outros a cruzar para o outro lado.

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Perguntas respondidas ou não, fica a certeza agora de que Lost nunca foi sobre a Ilha, o maior McGuffin de todos os tempos, e sim, sobre pessoas e seus questionamentos e relacionamentos. Com o último fechar de olhos de Jack ao lado do cão Vincent sorrindo para seus amigos partindo no Ajira, Lost se despede magistralmente deixando para trás fãs que não faziam idéia do vazio que esta série vai deixar para muitos. Até eu, que não levava fé no fechamento da história, fui surpreendido por um sentimento de perda. Um sentimento que, como diz minha mãe, reflete como a morte nos afeta: os que continuam vivendo são os que sofrem mais.

Confesso, eu não estava pronto.
Mas a gente nunca está...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Um Álbum às Quintas

:: Desde os 14 anos eu parei de usar chapéu. Não uso boné. Mas como já usei boinas pretas eu resolvi dar uma chance ao Jason Mraz, aquele cantor cujo sobrenome significa "congelado", e baixei seu álbum de 2008 - We Sing, We Dance, We Steal Things.



Posso afirmar, podia ser muito ruim e não é. Como não assisto novela ou escuto FM, conhecia de passagem "I'm Yours" e "Lucky" (dueto com Colbie Caillat) que não merecem a humlhação da superexposição nas rádios de pagode/axé/sertanejo/pop. Recomendo "Make It Mine", "Only Human". Alguém me diga se "The Dynamo Of Volition" não parece influenciado por Jamiroquai?!

Recomendo para quem gosta de som fácil mas, ao mesmo tempo, com aquele pé na sofisticação. Não é nada de sensacional (claro , o que esperar de um vegetariano plantador de abacate que usa chapéu o tempo todo?) mas ainda assim é melhor do que muita coisa nas trilhas sonoras internacionais da vida por aí.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um Lugar às Segundas

Tenho que confessar, você pode tirar o agente secreto do Rio de Janeiro mas não pode tirar o Rio de Janeiro do agente secreto. Sendo assim, nunca fui fã das pizzas de São Paulo com seu pequeno formato e massa fina. Até que encontrei O Pedaço da Pizza do Itaim Bibi.



Ali n'O Pedaço da Pizza é um pouco diferente das pizzarias que encontrei pelo caminho. Ambiente bacana, a não ser quando está cheio demais, e pizza gostosa com pedaços dignos com preços que variam de $3,80 a $6,00 mais ou menos. Uma variedade bacana tendo inclusive uma de minhas favoritas - tomate seco com rúcula. Na minha outra favorita, a muzzarella básica, o O Pedaço da Pizza não deixa a peteca cair.



O serviço é na contramão. Você senta, vai ao balcão, paga suas pizzas pedaço a pedaço, espera ser chamado e vai pegar. Molhos, condimentos, gelo e afins estão disponíveis no balcão para você se servir à vontade. Caso esteja com preguiça de ir até o Itaim, há também no Paraíso, Augusta e Jardins. Junto com o Pizza Hut, O Pedaço da Pizza ajuda a não ter saudade das pizzas daquela cidade onde colocamos ketchup em tudo.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Uma Arma às Quartas

Nos momentos de lazer entre uma missão e outra, há operativos que preferem jogar boliche no shopping com os amigos e os que jogam dardos em pubs para se distrair. Já eu prefiro algo mais intimista, pessoal e potencialmente letal: as hira-shurikens.



As Shurikens, palavra que literalmente significa "Espada Escondida na Mão" são pequenos construtos feitos de certa variedade de formatos e materiais. A mais popular é a Hira-Shuriken, graças aos infindáveis filmes de ninjas da década de 80 e séries afins. Originária do Japão, a hira-shuriken não é especialmente mortal fora das mãos de um shinobi experiente - o que não sou - e seu uso prático visava distrair, ferir ou apenas acertar áreas expostas de uma armadura samurai, como olhos, face e pés. Outro uso interessante era como armadilhas, fincadas no chão para os inimigos incautos pisarem. A típica criatividade bélica do ser humano.



Arremessar uma hira-shuriken exige (muita) prática mas técnica ajuda. O método recomendado é lançar a "estrela ninja" em posição totalmente vertical minimizando efeitos aerodinâmicos que possam afetar sua trajetória. No início, não recomendo treinar dentro de casa sob o custo de uma parede perfurada toda vez que errar o alvo. Ou um gato morto acidentalmente.

Como uma shuriken pode ter formas variadas (estrela, dardo, hélice, etc) um outro fã desta elegante arma é um certo cavaleiro das trevas, morador de Gotham City. Já deve ter ouvido falar dele.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Um Lugar às Segundas

Você não precisa mais atravessar um campo minado em Khandahar, cheios e perigosos mercados de Bagdah ou falsificar passaportes para suspeitos paquistaneses para apreciar a um bom kebab. Em SP, ali mesmo no Itaim, existe a Kebaberia [Itaim].



Na Kebaberia, de decoração apropriada, você pode curtir versões pop de pratos árabes e sul-asiáticos no clima que quiser... seja intimista nos sofás e almofadas ao fundo do restaurante ou nas mesas externas para a galera conversar. Mas esqueça as kaftas, o arroz marroquino e o tabule por um momento e peça a especialidade da casa: o Kebab de Cordeiro. Por aproximadamente $21,50 você assassina a fome com um enrolado de carne macia e magra de mais de 20 centímetros de comprimento e largura considerável com dois molhos à escolha - eu geralmente peço tahine e pasta de alho.



Se você está enjoado das hamburguerias e temakerias por aí, a Kebaberia pode ser um toque diferente pro jantar com a namorada ou o point depois do cinema (o Kinoplex está ali pertinho). E com o wi-fi - cuja senha atual é "kebaberiaitaim"... de nada! - você ainda pode twittar seu próprio review.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um Álbum às Quintas

Dizem que muitas grandes descobertas são acidentais como o champagne ou a penicilina, sendo que um te ajuda antes de um encontro e a outra você pode precisar depois dele - nunca se sabe. Mas eu descobri acidentalmente um álbum para o durante, um EP de uma menina chamada Eliza Doolittle.



A cantora britânica (claro) de pop e folk mistura um pouco de jazz e blues e dessa pêra, uva, maçã e salada mista surge um pacote de canções que eu simplesmente não estou conseguindo parar de ouvir nos últimos 2 dias. No EP de mesmo nome que nem foi oficialmente lançado, comece por "Rollerblades" e depois toque "Skinny Genes". Na verdade, estas excelente trilhas te preparam para algo mais sofisticado como "Pack up", "Go Home" e minha favorita... "Missing".

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Eliza Doolittle - cujo nome pode ser familiar ( assistiu "My Fair Lady"? ) - tem potencial para estourar como Amy Winehouse um dia fez e, caso não seja uma bêbada incurável, pode até ser a melhor e mais refinada coisa que você vai ouvir este ano.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Uma Arma às Quartas

Se você é do tipo que adora os clássicos, assiste antigos filmes em drive-ins dirigindo seu mustang ou seu opala 4.2 a melhor arma para você não é uma pistola alemã cheia de para-que-isso ou tecnologia do século XXI. Sua melhor companheira é qualquer boa variante da clássica M1911[A1].



Desde 1911, assim como o pretiho básico, a M1911 tem sido a melhor amiga do operativo à moda antiga tendo servido nas duas grandes guerras, da Coréia e Vietnam, Golfo, Afeganistão, Iraque, etc. possuindo calibre .45ACP, semi-automática, clip de 7 disparos com velocidade 230 m/s.



A M1911 possui tantas variantes e nomes adotados diferentes que decorar todos seria inviável, mas saiba que até mesmo o Brasil produz um clone - Imbel M1911 - que aparece nas mãos de Zé Pequeno no filme Cidade de Deus. Aliás, qualquer filme com um bom tiroteio não dispensa a aparição de qualquer modelo desta pistola. Escolha qualquer um e ela estará lá nas mãos de alguém.



Como todos os clássicos, a M1911 nunca sai de moda e combina com todas as ocasiões, desde assistir o cair do sol em longos passeios românticos nas cavernas afegãs até aquela cerevja informal com os amigos em algum bunker iraquiano.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um Lugar (às vezes) às Segundas

Nem todo mundo pode viver a glamourosa vida de agente a serviço secreto de Sua Majestade em encontros excitantes em bistrôs franceses com figuras sombrias e sofisticadas. Se sua a passagem até a França não é coberta pelo governo e não combina com seu orçamento, aqui mesmo em São Paulo você pode apreciar um típica casa parisiense alí nos Jardins... o Paris 6.



Com decoração interna art nouveau, o seu nome deriva de um distrito de Paris conhecido pela boemia e gastronomia. Com cardápio clássico e moderno - e um dos poucos a disponibilizar seu menu com preços online - uma das maiores atrações é o café da manhã europeu com toque tupiniquim servido à vontade pelo valor de R$ 25,00 nos fins de semana.



Ideal para as manhãs modorrentas de domingo (as minhas normalmente são) o Paris ousadamente está aberto 24 horas por dia, com opções quase completas de jantar na madrugada e possui ainda wi-fi liberado à clientela.

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Da próxima vez que marcar com um informante da máfia corsa francesa ou apenas tiver vontade de impressionar a namorada, o Paris 6 - bem ali na Haddock Lobo - é certamente mais uma boa opção, senão a melhor.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pedofilia, Profetas e Rock'n Roll

:: Era uma vez um pastor americano chamado Jimmy Swaggart que afirmava que o rock'n'roll era a nova pornografia. Se você tem mais de 30 anos, lembra dele na TV bem cedinho. Andou sumido, talvez porque foi preso por solicitar serviços de prostitutas com dinheiro dos fiéis y otras cositas más.

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A sociedade é uma confluência mutável de idéias. Sexo entre/com jovens já foi chamado de aceitável, meninas eram "vendidas" cedo para casamentos arranjados para gerar filhos logo e em grande quatidade. E isso não foi na Idade das Trevas, foi ali bem na esquina do século XX, coisa pouca atrás. Acredito que a prática ainda seja comum em lugares mais remotos deste país, que dirá de outros menos civilizados.

Como alguns devem realizar, o período pubescente é descoberta contemporânea. Não existia o que se chama hoje de adolescência: ou se era homem ou menino; Moça ou mulher - nothing in between. Não tenho certeza mas acho que foi a Psicologia - a ciência - que trouxe para a sociedade o conceito de que o período entre 13 e 18 anos era uma coisa diferente, que nenhum rito de passagem tribal poderia mudar isso, que há u ser humano em formação ainda ali (profilers criminais são impedidos por lei nos EUA de diagnosticar adolescentes pois estes mostram sinais errôneos de sociopatia que não podem ser validados ou considerados).

Quando jovem, 18, 19, 20 anos era popularmente considerado "abuso de menores" qualquer menina abaixo de 14 anos. Daí para cima era fair game. Suponho que isso varie de comunidade a comunidade. O ponto central é o que a sociedade considera aceitável, moralmente duvidoso ou execrável. Algumas coisas correm nas duas vias ... a homossexualidade fez o caminho inverso durante os anos (execrável->dúbio->aceitável).

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Jimmy Swaggart era primo de Jerry Lee Lewis. Swaggart condenava Lewis por ter se apaixonado e casado com uma menina de 13, 14 anos. Lembram de Great Balls of Fire ("A Fera do Rock"), filme com Dennis Quaid e Winona Rider?

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O problema não está no sexo em si; ninguém realmente liga para dois adolescentes, de qualquer sexo, se comendo. Entre dois teens não traumatiza? Hm... me parece óbvio que a discussão, como sempre, nunca está no ato sexual, está na relação de poder.

Um adulto sabe lidar com questões internas de um modo que um(a) adolescente não sabe. Quando um adulto fode um(a) adolescente ele está numa vantagem psicológica que atinge o(a) jovem de um jeito que ela não tem como se defender, ou contra-atacar. Não é uma relação justa, não são as mesmas regras.

Pessoalmente, assumo que o embrião dos futuros transgressores está na eterna busca para recuperar o poder que lhes foi tirado reproduzindo de alguma forma similar o abuso sofrido. Ele faz aos outros o que fizeram com ele para se sentir no controle outra vez.

No mundo moderno, como ele é construído, essas relações não podem ser permitidas de forma alguma, tem que ser combatidas e banidas. Não pelo sexo em si, mas pelo choque dissociativo que sexo entre esses níveis diferentes de maturidade podem criar e macular pra sempre.

As vítimas podem desenvolver comportamento semelhante ao agressor, quando homens e, quando mulheres, uma sexualidade exarcebada com homens mais velhos - elas racionalizam que o sexo é um meio de dominação.

Se é algum conforto, ninguém sai inerte deste crime hoje em dia. O perpetrador vive com a sombra do medo de ser descoberto. no mundo de hoje, onde a subcelebridade é instantânea, o pedófilo treme de medo em pensar em se expôr - que criminoso sexual enviaria uma fita para o BBB sabendo que seu background vai sofrer escrutínio total? Seu nome não pode aparecer de jeito nenhum em lugar algum sob o risco de suas vítimas abrirem a boca para se vingar ou se promover. Não pode se destacar em nada que faz, não pode ser o número 1, não pode se tornar famoso ou conhecido, não pode ser polêmico.

E sobre a vítima, a personagem que realmente importa, resta-nos apenas torcer para que outras influências negativas como a criminalidade, a pobreza, o preconceito racial, etc não sejam adicionadas à sua realidade. O cocktail pode ser explosivo.

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Ao ouvir sobre a frase do Pastor Jimmy Swaggart, um canadense chamado Carl Newman nomeou sua banda de Indie Rock como The New Pornographers, banda com melodias como essa...



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Li recentemente que estudos comprovam que a pornografia diminui a incidência de crimes sexuais, aliviando traumas, fetiches e desejos malucos que os homens tem - protegendo, talvez, a sociedade de suas bizarras excêntricidades. Gosto de pensar que o rock'n'roll é uma pornografia também.

Se for verdade, desconfio que se alguns religiosos (ou não) ouvissem um pouco menos a palavra de seu Deus e prestassem mais atenção na música do demônio vez em quando, mais crianças seriam poupadas de uma vida para sempre incompleta.
 
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