segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

...Pero Sin Perder La Ternura Jamás

Longe se vão os dias onde um operativo estrangeiro, em suas horas de folga - entre uma tentativa de insurgência política e outra - podia tomar os melhores mojitos apenas em Cuba. Nos dias de hoje, mesmo em São Paulo pode se encontrar drinks dignos da ilhota de Fidel em pleno templo de consumo capitalista, no Esch Café.



Loaclizado nos Jardins, o Esch Café é também uma charuteria tradicional, restaurante e - por que não? - um excelente lugar para se comemorar meu aniversário. Possui wi-fi (cuja senha é *cervantes*), manobrista e um abiente espaçoso, com áreas reservadas para baforadas de charutos cubanos e nacionais.



Para o agente secreto moderno, que deseja marcar um dead drop ou um mesmo um assassinato político mas com aquele ar nostálgico da Guerra Fria, este é o lugar que eu recomendo.

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PS: um mojito é, basicamente:

* 1 dose Rum Branco
* 1 limão/lima
* 1 colher (chá) de açúcar amarelo
* Club Soda
* 4 folhas de hortelã

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ØØ7 Contra o Boquete da Morte

*ou "ThunderBallCat"?

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Estava lendo a Entrevista Com o Diabo no blog do Bispo Macedo.
Suponho que Lúcifer esteja entrando em contato com seu advogado (rá!) neste exato momento porque, vocês sabem, a mídia tem o hábito de distorcer tudo que as celebridades dizem e a imagem que eu tenho do bom e velho Samael é de um menino mimado e com sérios problemas paternais.

Entretanto, isso me levou a uma linha de pensamento divertida ao ler o post do MVSMotta em seu blog Contra a Correnteza. Sobre Téssalia "Twittess" Sirighelli e como os dois assuntos tem uma interseção quase imperceptível ao olhar casual.

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Twittess, participante do Big Brother Brasil, gera controvérsia no meio das redes sociais. Há uma grande maioria que a detesta e outra parcela que a apóia, cada uma com seus motivos justos ou não tão justos. Eu não odeio ou adoro, como poderia se nem a conheço? Porém, como de hábito, a discussão é pautada pelo bom e velho relativismo moral que não é só do brasileiro, é da condição humana. Um fator que os analistas de ocasião [ leia-se: eu, tu, eles, nós, vós, eles] não se aprofundam muito. Explico...

Não existe nada que Twittess tenha feito que qualquer um de nós não faça ou fará sob a condição adequada. Nós trapaceamos, nos aproveitamos financeiramente dos outros, nós mentimos, manipulamos, trepamos com quem não devíamos e satisfazemos nossos desejos em detrimento dos sentimentos alheios no curso de toda uma vida mais vezes do que se pode contar nos dedos.

Só não falamos disso em público.

Porque não queremos, nunca, que isso nos defina. E não queremos que nossa fragilidade seja exposta em praça pública. Gostamos de pensar que podemos ser melhores do que isso. Não queremos ser nivelados por baixo. E isso "criou" o Diabo nas diversas transliterações mundiais. O Diabo nada mais é do que a expiação da culpa por sermos do jeito que somos. Não somos culpados, ele é que é. Ele que nos faz cometer atos indignos, borra nossa definição de certo e errado, nos desvia do caminho... bullshit!...

Por isso toda sociedade estabelece regras de convivência que torne a vida em conjunto vigiada e restritiva para que não "escorreguemos" em caos. O que Twittess fez foi gradativamente quebrar um monte delas de uma vez só. No início, ela era considerada só trapaceira. Depois, passou a ser trapaceira e aproveitadora. De trapaceira e aproveitadora, adicionou-se "mãe adolescente". No início do ano, ela passou a ser Trapaceira-Aproveitadora-Mãe-Adolescente-Aspirante-à-Fama na visão de quem já a odiava. E, na oportunidade ideal para mostrar a todos que tudo não passava de preconceito, o que ela faz? Deixa a bola cair. Provavelmente em sua boca. Ou caiu de boca nas bolas. Eu não sei, estou apenas especulando.

Anyway... o ponto é que ao resolver dar para o único compromissado na casa do BBB - e em público - ela concatenou a imagem de promíscua. Aí é demais para a sociedade aguentar o tranco. E na falta de fogueiras santas de Salem ou exorcismos, a sociedade rebate com pilhéria pesada. Ela se torna o Judas perfeito para se malhar no Carnaval. O retrato de tudo que "está errado na juventude". A Prostituta da Babilônia sentada na besta de várias cabeças. Ou, no caso do Michel, de uma cabeça só: a de baixo.

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Não há certo ou errado no caso, entendam. Aliás, nem me importo com essas definições. Posso apenas afirmar, pela minha experiência, que é completamente normal a reação social. Não foi o boquete, foi a afronta pública. Foi a decisão de expor o que todo mundo decidiu, até o momento, que pertence à privacidade de suas camas. Não é diferente de acordar um dia e resolver que tirar meleca no restaurante com os amigos é perfeitamente natural. É como pintar o cabelo de laranja e achar que todas as outras pessoas vão considerar lindo.

E o componente mais importante para se entender a reação social: ninguém a obrigou a nada disso, ela não apareceu no YouTube por acidente ou maldade de ex-namorado. Ela escolheu cada movimento que fez.

Então, agora, chupa Tessália...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Uma Arma às Quartas

No mundo da glamouroso da intriga e espionagem internacional, um agente secreto que se respeita deve estar vestido impecavelmente ede acordo com os trâmites da moda masculina formal. Portanto, é proibido a um operativo entrar em salões de jogos de Monte Carlo ou bailes de Sua Majestade portando uma pochete na cintura. Se a sua escolha em armas de fogo pessoais não é lá muito discreta, talvez você deva mudar para um modelo básico, daqueles que - ao portar - você sempre vai estar impecável. Como o caso da Walther Polizeipistole Kriminalmodell, conhecida na roda de samba como Walther PPK.



Se o nome lhe é familiar, não é pelo calibre mais conhecido, o 765mm, seu clipe de 7+1 projéteis ou seu design construído para ser uma versão menor da Walther PP e que inspirou uma geração de pistolas depois dela, como as Makarovs russas. Talvez você a conheça de uma variedade de filmes de Hollywood, nas mãos normalmente de ricaços ou agentes secretos de todos os estilos e tamanhos.

A Walther PPK é pequena mas poderosa não sendo, é claro, feita para combate e, sim, para resolver pequenos conflitos do dia-a-dia como ataques inesperados de espiões inimigos ou, aliado a um silenciador, como companheira fiel para assassinatos políticos. Um fato que nem todos sabem é que como as Walthers tiveram sua ascenção em pleno território Nazista, a Walther PPK foi a arma escolhida por Adolf Hitler para se suicidar.



Tamanho, poder e discrição fizeram da Walther PPK a escolha de Ian Fleming para armar o seu personagem mais famoso, aquele certo espião a serviço secreto da Rainha da Inglaterra.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Tirinha Mais Legal de 2010

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Um Gadget às Sextas

A moda para um agente secreto sofisticado é mais do que apenas combinar as melhores gravatas-garrote, os melhores cortes de seus ternos-kevlar ou os sapatos-telefone mais avançados. É preciso estar atento aos detalhes. E, neste quesito, nada mais sutil e ao mesmo tempo chamativo do que abotoaduras personalizadas. E se elas acontecem de ser as Working Vintage Lighter Cufflinks, que mal há em um pouco de ostentação?



As Vintage Cufflinks são feitas de reais isqueiros jogados fora nos anos 60 e transformadas em ítens de colecionador.



Apesar de seu uso ser mais para executivos irreverentes (destes que usam teclas de computador com abotoaduras) e afins, nunca se sabe quando uma bela espiã russa pode sacar um cigarro durante a missão e você, gentlemen dos tempos modernos, estar adequadamente equipado. Mas fica a dica, tire dos punhos antes de tentar acender.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma Arma às Quartas

Há dias em que a cidade alaga completamente e você chega 2 horas atrasado e tudo que você quer é subir num prédio bem alto e apontar um rifle para a cabeça dos responsáveis pela infraestrutura de escoamento das águas em São Paulo. Para se livrar de impulsos homicidas, eu recomendo lexotan, ou xanax. Mas se quiser seguir em frente, aí já diria para adquirir um McMillan TAC-50.



O McMillan TAC-50, criado nos anos 80, pesa 12kg, mede quase 1 metro e meio, usa calibre .50, mira telescópica de 16x e é o companheiro ideal para missões secretas no Afeganistão ou apenas rompantes de raiva em lugares públicos e populosos. Mas o que torna o McMillan TAC-50 um clássico é possuir o registro oficial do disparo mortal de maior distância já feito em combate.



Soldados canadenses alvejaram um afegão insurgente a 2.3 km de distância em 2002. É o equivalente a subir no terraço do Conjunto Nacional na Augusta e acertar um fã de Crepúsculo na entrada do Cinemark do Shopping Paulista no Paraíso.

Fica a dica.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um Gadget às Sextas

Para o agente secreto que vive em São Paulo, nem sempre a melhor tática é ser discreto. Às vezes, para se penetrar nos lugares mais badalados - tais como a Pink Elephant, o Fasano ou as amigas da Heleninha Bordon, há de ostentar posses. E nada mais high society hoje em dia do que um iPhone 3Gs Supreme, o telefone celular mais caro do mundo.


A razão do preço iPhone 3Gs Supreme não é porque o produto é da Apple mas, sim, o material composto de uma caixa de ouro 22k, 189 diamantes pequenos cravejados e mais um diamante raro como botão direcional, fazendo seu preço normal inflacionar para 3.164.000 dólares. Naturalmente, você pode ter problemas em importá-lo. Sabe como são abusivas as taxas brasileiras.

Perfeito para mostrar displicentemente nas reuniões de negócios, rodas na balada e presentear a quem você gosta neste natal. E o melhor, vem desbloqueado. Afinal, nada melhor que usar pré-pago porque seu dinheiro não dá em árvores, certo?

sábado, 28 de novembro de 2009

COVERT OPS | by øø7

Espionagem | Táticas | (falta de) Etiqueta para o dia-a-dia

Se você mora em apartamento e cedo ou tarde vai querer jogar algo pela sua janela ao menos seja profissional. Aprenda com os atiradores de elite (snipers) das forças especiais. Um sniper urbano do serviço secreto nunca se posiciona perto da janela ou deixa qualquer parte de sua arma exposta arriscando que o brilho do sol denuncie sua posição.

Então, ao explodir tórax e cabeças inimigas ou jogar fora o papel higiênico com seu catarro tenha sempre em mente que a) no momento do disparo mantenha as luzes apagadas e distância apropriada dos umbrais e b) capriche na força e trajetória da bal... do dejeto... para que mesmo que algum vizinho fofoqueiro perceba o objeto ele não possa transformar você em assunto da próxima reunião de condomínio.

Porque afinal de contas ninguém quer afegãos vingativos ou um síndico furioso em sua perseguição, quer?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um Álbum às Terças

Você só vai parar de ouvir sobre o Homem de Uma Luva Só quando o Retrospectiva 2009 acabar e o ano findar. Porque não experimentar ouvir as músicas do Rei do Pop de um jeito diferente? Baixe (ou compre) o Chill n' Michael.



O álbum de lounge music começa com Thriller de uma maneira que não assusta ninguém. A partir daí há Billie Jean, Beat It, Human Nature em chill'out music para surpreender os amigos naquela reunião na sua casa ou para ouvir no trânsito.

Pule Black And White, pois acho que é uma música que só fica boa na voz e arranjos do próprio Moonwalker. Falando nisso, não há Smooth Criminal na lista, mas não compromete.

Felizmente há Rock With You para garantir que você tenha uma desculpa ótima para chamar pra dançar até a mais hipócrita protetora dos direitos da criança e do adolescente.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Contos de Espionagem



Capítulo 11 - A Mulher Com Cheiro de Tâmaras

Ela caminhava por entre as ruas com desenvoltura e a firmeza de quem não é apenas visitante. Os seus passos, não obstante, denotavam pressa e ansiedade de chegar cedo no encontro marcado previamente. Vestia um terno feminino marrom e enormes óculos escuros, muito desproporcionais, que escondiam seu olhar por trás de lentes grossas e soturnas.

Numa manhã de sol como esta ela jamais passaria despercebida em vários lugares do mundo e New York era um deles. Na cidade que dizem nunca dormir, os seus olhos estão sempre atentos para quem passa. Ela saltara de um táxi resolvendo ir a pé até o prédio luxuoso localizado na Broadway Avenue, próxima da 5th Avenue, onde seu empregador a esperava. Chegando à recepção do prédio, falou rapidamente com a segurança, cuja indicação do elevador correto ela agradeceu e apertou o botão apropriado. As portas se fecharam atrás dela quase no mesmo instante em que entrou no cubículo móvel que a conduziu ao último andar. No abrir de portas, um apartamento gigantesco e bem decorado, do tipo que se vê em revistas de imprensa marrom, revelou-se para ela.

Um serviçal de origem árabe a recebeu, oferecendo um drinque e avisando-a ficasse à vontade e que, quando retornasse, traria o que ela viera buscar. O serviçal profissionalmente conteve seu arrebatamento quando a mulher convidada retirou seus óculos e soltou seus longos cabelos vermelhos em demonstração de relaxamento e acolhimento. Antes de se retirar a outros cômodos e retornar a seus afazeres o serviçal não pôde deixar de espiar uma vez mais a misteriosa figura agora sentada adequadamente na sala de estar.

Pele muito branca, olhos sagazes, cabelos vermelhos de uma cor nunca vista em seu país antes, como só mesmo as ocidentais poderiam mixar as cores. Apesar de sua roupa discreta ele deduzira que seu corpo magro e esguio guardava secretamente curvas nos lugares adequados. Era certamente alguma nova aquisição de seu mestre. Por um momento, ficou feliz em servir a um homem de tanto bom gosto e desejou por um momento estar em seu lugar. Ter o seu poder.

A mulher aguardou pacientemente até que seu relógio marcou 15 minutos desde que chegara ao recinto. Seguindo seus instintos, imaginou que algo podia estar errado. De maneira discreta, percorreu com os olhos o cômodo em busca de câmeras que certamente a observavam e se dirigiu até o bar, onde imaginou ser a melhor posição no momento. Atrás do balcão, admirou algumas garrafas, remexeu algumas taças como se buscasse a combinação ideal para uma coquetel. Finalmente agarrou um balde de gelo e enquanto preenchia um copo de whisky deixou secretamente escorregar algo para dentro. Neste momento, o serviçal voltou aparentando tranqüilidade e sorriu ao ver que ela carregava o balde de gelo com ela ao retornar para o sofá. Deixou-o na mesa em frente e apenas serviu-se de uma pequena dose da garrafa que apanhara.

"Meu mestre infelizmente não poderá se apresentar, mas falará com você por conferência." - disse o serviçal, ligando um botão que fez descer uma tela grande e que revelou, após alguns toques de controle remoto, a face de seu empregador. Depois prostrou-se numa posição e lá ficou, imóvel, por detrás da mulher. Um movimento que não passou despercebido.

"Bom dia, minha cara." - a voz iniciou.

"Bom dia. O seu convite foi inesperado. Normalmente nossos negócios são resolvidos por meios de sempre."

"Sim, mas este ainda está incompleto."

"Incompleto ? O mundo inteiro viu Faishad Al-Haud ser assassinado e a honra inglesa ser humilhada ao vivo !" - A mulher semi-cerrou os dentes mostrando orgulho.

"Não questiono seus métodos ou eficiência, minha cara amiga, e sim as conseqüências dos atos perpetrados. Recebi informações que agentes aliados estão investigando o seu colega morto."

Ela calou-se por um momento e pensou um pouco sobre o que foi dito. Maturou as idéias e chegou à conclusão óbvia.

"Mohamed" - respondeu calmamente.

"Exatamente. Cedo ou tarde eles chegarão a você. Chegando a você, podem chegar a mim.. não, não diga nada, você sabe que eles podem conseguir se tiverem a força de vontade necessária... o resto, você conhece."

"Não me ameace, é muito indelicado de sua parte."

"Eu não faço ameaças, minha cara, apenas estou mostrando os fatos e seu provável desenrolar."

A mulher ruiva tomou uma decisão ao ouvir estas últimas palavras. Puxou o balde de gelo para mais perto, fora do alcance da visão do serviçal e pegou mais uma pedra.

"Então está decidido. Eu vou eliminar os agentes responsáveis pelo caso e isso atrasará a investigação tempo suficiente para você completar seu grande plano." - disse com muita ironia o final de sua frase.

"Mais 2 milhões de dólares cobrirão seu infortúnio?"

"É aceitável, uma vez que não é ninguém importante desta vez."

E continuou :
"Mas eu não gostei de sua atitude. E, apenas por isso, vou ter que lembrá-lo do porque me contratou para este trabalho."

Levantou-se velozmente, atingindo com seu cotovelo o nariz do serviçal, atrás dela, que caiu de joelhos pela dor. Em seguida, alcançou com a mão a pequena beretta que escorregara de sua manga para o balde de gelo e a apontou para a gigantesca tela.

Por um momento, o seu empregador mostrou incredulidade pela brutalidade ocorrida e a insanidade de ver aquela linda mulher apontar a arma para a tela de um monitor.

Sorrindo, ela desviou a mira para o serviçal, ainda no chão, e disparou em sua testa antes que ele pudesse sequer protestar. O árabe caiu morto e um filete de sangue muito fino escorria de sua cabeça.

"Isto foi desnecessário." - o homem disse, friamente.

"Não. Não foi."

"As informações sobre seu alvo e planos estão dentro da túnica dele." - disse o homem. Ela foi até o corpo, guardou a arma e procurou por um envelope na túnica do serviçal. Depois pegou o controle remoto, apontando-o na direção do monitor.

"Agora ambos sabemos do que somos capazes. Entro em contato quando terminar a missão." - e desligou o aparelho.

Abrindo o envelope, achou um passaporte brasileiro e um resumo da missão junto com números de contatos para buscar apoio no local. Pôs seus óculos escuros e chamou o elevador, sorrindo ao notar que no passaporte constava um nome que ela não saberia pronunciar direito. A língua portuguesa nunca fora seu forte, nada que a impedisse de usar passaportes de lá. Depois de tantos anos, já quase esquecera seu nome verdadeiro de tantos que já assumira e vivenciara, mas no mundo de mortes súbitas e atos hediondos ela era conhecida por apenas um nome.

Kali. O nome de uma santa cigana européia. Mas escolhera também em homenagem à deusa hindu da morte e destruição. Pois era, atualmente, a assassina mais perigosa do mundo.
 
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