segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um Serviço Secreto às Terças

Todo bom filme sobre a guerra fria ou espionagem dos anos 80 tem alguma menção ao antigo Comitê de Segurança do Estado. O CSE é tão famoso que é nome até mesmo de lojas no Brasil. Aliás, eu aposto como qualqjuer garoto um dia já sonhou em conhecer seus segredos ou, se americano fosse, morria de medo de seu nome. Ok, se você não está ligando o nome à pessoa, talvez melhore se eu escrevê-lo no original, o velho Komityet Gosudarstvjennoj Biezopasnosti, ou pra encurtar , o KGB.

A mítico Comitê era, de um modo geral, uma organização formada por vários braços miltares e de inteligência soviéticas que operavam de modos distintos. Durante toda sua história, o KGB perseguiu e matou mais operativos e desertores do que a CIA e o Mossad juntos. Até porque, proporcionalmente, seu dever era lidar com um território e ameaças maiores e ao mesmo tempo infiltrar-se e tentar minar a influência americana que crescia durante a Guerra Fria. É creditado também ao KGB a tentativa de assassinato de João Paulo II. Com tanta coisa pra fazer e tão pouco tempo, a agência se dividia em 16 Diretórios, numerados, dentre os mais notáveis o Primeiro e o Quinto, responsáveis por espionagem internacional e cobate à dissidência política, respectivamente. Esses mesmo diretórios eram divididos em secretarias sem fim que tornavam o KGB, no fim das contas, um grande cabide de empregos da Mãe Rússia.

Sua influência era tão grande que pelo menos uma dúzia de casos de espionagem de longo prazo dentro dos EUA é hoje conhecida. Uma das especialidades do Comitê era converter descontentes em agentes duplos, pagando sempre em dinheiro ou diamantes. Muitos destes casos já foram levados á telas de cinema como, por exemplo, Breach... sobre um agente duplo que foi encarregado de caçar a si mesmo no FBI.

--X--

Em 1995, ela é desmantelada e é criada a Federalnaya Sluzhba Bezopasnosti, ou FSB... mesma agência, com nome menos assustador. Apesar de suas atividades parecerem um pouco mais transparentes ao público da antiga União Soviética e não saiam por aí matando a torto e à direita, especialistas afirmam que a organização é ainda mais perigosa uma vez que nos dias de Guerra Fria, qualquer organização coligada com o KGB precisava ter vínculo com o estado. Hoje, pelo contrário, qualquer instituição de fundo de quintal pode fazer parte da FSB, sendo usada como fachada para suas operações. A FSB também não tem qualquer qualquer pudor de recrutar qualquer um que fale russo, tenha família russa ou que simplesmente queira trabalhar pra eles. Você pode enviar seu curriculum pra eles até pela internet.

A estrutura de diretórios foi mantiada, só que agora alfanumérica, tendo seu braço mais famoso o Diretório K, que cuida dos assuntos estrangeiros, mais por culpa da série ALIAS do J.J. Abrams do que por atividades famosas mesmo.

Mesmo que a guerra fria já tenha acabado há muito tempo, velhos hábitos custam a morrer, então a FSB continua em seu projeto de recrutamento, gerenciamento de fachadas para lavar seu dinheiro, desinformação e, eventualmente, execução de agentes infiltrados em seu território graças à ajuda de agentes duplos que não param de bater em sua porta ansioso por trair seus respectivos países.

Ah, sim, eles não matam mais anticomunistas.
Agora sim, podemos nos sentir seguros.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

COVERT OPS | by øø7

Espionagem. Táticas. Etiqueta.

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Não é polido entrar na casa dos outros sem ser convidado. Mas caso precise invadir a mansão de um poderoso chefão do tráfico colombiano ou apenas pegar seu cortador de grama que o vizinho pegou emprestado e nunca devolveu, como ter sucesso sem ser denunciado e mordido pelos quatro Rottweillers no quintal?

1) Pegue um extintor de incêndio. Aquele que está debaixo do banco do seu carro e que você nunca usou pra nada.

2) Uma baforada nas narinas do pobre animal e ele vai ficar mansinho e não vai te incomodar mais por um looooongo tempo.

3) Não diga para a SUIPA que eu te contei.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Uma Arma às Quartas

A AK-47, o M16, o SVD e a M60 , já descritas aqui, são realmente armas poderosas. Contudo, são mais adequadas para levar naqueles manjados e românticos pontos turísticos pelo mundo... Bagdah, Teerã, Adis-Abeba, Freetown, Pyongyang... diversão para ser curtida a dois ou em família.

Para o dia-a-dia do homem moderno, nada substituiu uma handgun para encontros inesperados e close combats. E, neste ponto, todo mundo tem sua preferência. Se você está pensando em adquirir uma boa companheira para todas as horas, recomendo a SIG P229... por vários motivos...



Primeiro, porque a SIG P229 é leve, compacta e usada por forças de segurança e contra-terrorismo em todo o mundo. Fácil de portar e disfarçar. Vem em modelos de calibre 9mm parabellum, .40S&W e .357SIG. Pesa em torno de 800g e aceita cartuchos de 10, 12 ou 13 rounds {depende do modelo}.

Segundo, porque possui capacidade para diversos recursos modernos {silenciadores, lanternas, mira laser} que podem ser facilmente adquiridos em lojas afora.



E terceiro, o ítem mais importante, é a arma de nosso contra-terrorista favorito, Mr. Jack Bauer. Sem ela, nosso estimado agente não duraria nem 24 horas solto nas ruas.



Se seu objetivo é um utilitário para o cotidiano ou rápidas fugidinhas de fim de semana no Rio de Janeiro, pode confiar que a SIG P299 é uma boa escolha para se ter ao lado. Além da namorada, é claro.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Um Serviço Secreto às Terças

Se você acha que tem problemas com vizinhos, pense de novo, pois podia ser bem pior. A menos que tenha que minas terrestres na porta da sua casa para seu vizinho não invadir e fique o tempo todo preocupado que ele não construa mísseis com o único objetivo de tomar seu terreno, você está com sorte. De fato, podia ser ainda mais difícil se seu vizinho possuisse um serviço de inteligência cuja único objetivo na vida é acabar com você usando qualquer meio necessário.

Assim é o Research Department for External Intelligence, ou RDEI, o principal serviço secreto da Coréia do Norte, responsável por espionagem extra-territorial.

--X--

O pouco conhecido e sinistro RDEI responde diretamente a King John-Il, o Don King coreano, e {diferente das agências mais conhecidas} é dividida em apenas algumas poucas seções... sendo as principais "EUA", "Coréia do Sul" e "Japão", resumindo sua mentalidade a "ficamos de olho nos EUA porque queremos anexar a Coréia do Sul e destruir o Japão porque... ora... nós apenas não gostamos dos japoneses".

Levando-se em consideração que o país não é muito bem visto e foi adicionado ao polêmico Eixo do Mal de George W. Bush, sanções econômicas são retaliações normais. Desse modo, o RDEI investe em outro campo.

Em conluio com outros países não muito bem relacionados, tais como o Irã, o RDEI rouba, trafica, contrabandeia todo e qualquer equipamento, informação e armamamento para financiar a corrida nuclear natal. Também planeja e executa diversas operações de desinformação na tentativa de minar o governo sul-coreano.

--X--

Em resumo, faz todo o possível para encher o saco dos outros e ainda se acha no direito inalienável de fazer isso.
Exatamente como seu vizinho.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Contos de Espionagem



Capítulo 8 - O Triâgulo

Assim que chegou ao hotel e cruzou as portas da suíte reservada para eles, Bat-Seraph avisou que iria entrar em contato imediatamente com seus informantes, a maioria pertencente à comunidade judaica local. Muito pouco de excitante acontecia neste canto do mundo que pudesse interessar ao Mossad, entretanto, para dias como esses é que o serviço de inteligência israelense se antecipava.

Fez algumas ligações e marcou um encontro. Avisou a ßønd que tinha que sair primeiro para recebê-lo. Deixou um aviso com o endereço de um restaurante com a hora ideal para sua chegada e já se retirava em carreira quando de lance de olho percebeu sua mala ainda aberta.

Foi até ela e ao puxar o zíper olhou na direção do chuveiro, onde agora Jåµë§ se banhava. Sorriu maliciosamente e puxou algo do fundo da mala, levando consigo.

Quando ßønd finalmente saiu da sua demorada ducha, encontrou apenas as indicações de Bat-Seraph e um bloco de notas.

Ao volante do poderoso Aston Martin, Jåµë§ ßønd puxou do bolso interno do paletó a folha arrancada. Não conhecia muito de São Paulo, então não se afastou do caminho traçado pelo GPS. Estacionou, ainda que com alguma dificuldade, bem perto da pequena rua próxima ao famoso centro de consumo paulista da Oscar Freire.

Seu instinto lhe dizia para não ir desarmado, porém ao carregar sua pistola não levou nenhum clipe extra tentando ser, só esta noite, um pouco otimista. Afinal, era apenas um encontro preliminar.

Carregava em seu bolso apenas documentos, dinheiro, a chave do Aston e no coldre discreto a ASP 9mm. Deu boa noite à eficiente e linda hostess do restaurante e logo encontrou Bat-Seraph sentada no canto em companhia de um homem jovem e muito bem vestido. Jovem demais para este tipo de trabalho. Aparentavam estar bem confortáveis um com outro, denotando conhecimento prévio.

Ele a admirou por muito tempo antes de se aproximar. Todo o seu corpo agora sendo contornado por um vestido preto, provocante mas na medida certa, que valorizava e mostrava muito mais do que ela ousaria mostrar em seu país natal, ele imaginava. Mas aqui, nesta latitude, ela estava à vontade para tentar e seduzir com sua sinuosidade todos os homens presentes. Inclusive ßønd. Um pensamento o ocorreu. Onde ela teria conseguido se arrumar que não fosse no hotel ?

Com seu peculiar autocontrole, desanuviou estes pensamentos, deixando-os de lado como se nunca existissem e se aproximou de ambos pegando-os sutilmente de surpresa.

"Boa noite" - ele disse interrompendo a conversa. Ele notou que ela estava também à caráter.

"Olá, Jåµë§! Que bom que se juntou a nós." - disse ironicamente - "este é George Schuved."

O jovem o analisou com os grandes olhos e em seguida perguntou: "E acredito que o senhor é... "

"ßønd. Jåµë§ ßønd." - ele completou, já se adiantando em apertar sua mão.

"Prazer... posso chama-lo de Jåµë§? Nós não somos muito formais aqui."

"Naturalmente." - ele consentiu com o balançar do rosto - "mas, em que ponto estamos na conversa ?"

"Hmm... estritamente negócios, huh? Ok... deixe-me ver... ah, sim. Mohamed Ibn Batut está numa cela especial no consulado esperando transporte para Guantanamo."

"Qual acusação? Só por fraudar passaportes?" - perguntou ØØ7.

"Obviamente, não. O senhor Ibn Batut parece estar ligado a bem mais do que isso e a polícia federal brasileira esteve trabalhando com a Interpol tentando implica-lo como cúmplice em alguns recentes atentados em Bagdá e em Beirute contra cidadãos americano-israelenses. Por uma extrema falta de sorte ele foi preso há dois dias e está sendo mantido lá até agora sem que ninguém apele por ele. O governo americano assumiu com o consentimento da República que quer, na verdade, se livrar deste inconveniente."

"Mas existe a possibilidade de falarmos com ele, não é mesmo?" - Sarah Bat-Seraph resolveu participar da conversa.

"Sim, sim... mas como eu havia dito antes de chegarmos ao restaurante, ele não está falando com os americanos. Não confia em nenhuma das promessas deles. E quem pode culpa-lo?"

Bat-Seraph e Schuved soltaram um abafado riso, seguido de outro de ßønd.

Sentiu sede e resolveu pedir algo para beber. Fez sinal para uma garçonete que tinha acabado de sair da cozinha que prontamente o atendeu.

"Por favor, eu gostaria de um vodca-martini." - ele reparou que seus olhos eram muito atentos, ansiosos - "Batido, não mexido."

A garçonete anotou sem demonstrar nada perante o pedido pouco usual e nem pediu maiores explicações. ßønd achou que seu drinque favorito estava provavelmente na moda ou algo parecido. Talvez fosse hora de ser original ou deveria permanecer no clássico? Distraído por estes pensamentos, mas nem tanto, assistiu Bat-Seraph e George Schuved acertando o próximo passo, uma visita agendada à Ibn Batut logo pela manhã.

Quando o martini chegou, sorveu um gole e o deixou no único espaço livre de canetas, agendas e anotações... perto de Bat-Seraph. Encostou de leve em sua mão, fazendo com que ela se retraísse. Uma atitude estranha vinda de Sarah. George assistiu a cena e nada comentou.

Nesse momento, ßønd deduziu tudo.
A troca de vestido.
A aparente cumplicidade de ambos.
O ciúme discreto.

Observou fixamente os possíveis ex-amantes com ar triunfante e continuou a ouvir atentamente o plano. Em certo momento, George Schuved anunciou :

"Acho que por hoje é só, amanhã temos que acordar muito cedo. E eu odeio acordar dedo demais, Sarah. "

"Olhe só, eu também... " - disse ØØ7, olhando cinicamente para Sarah - " ... parece que temos mais uma coisa em comum. "

Antes que Schuved ou Bat-Seraph pudessem argumentar seu comentário, ele pegou sua taça de martini para um último bom gole. Um frio percorreu seu estômago quando um facho de cor vermelha - normalmente invisível - iluminou a taça, indicando a direção de uma mira laser.

ßønd e Bat-Seraph reagiram ao mesmo tempo. Ela pulou em direção ao ponto de luz no peito de Schuved. Mas ßønd a empurrou para o chão, muito mais forte. O som muito baixo de uma janela perfurada foi audível apenas para os presentes mais próximos.

"Saia de cima de mim !" - ela o virou para o lado procurando por Schuved. Sabia exatamente o encontraria antes mesmo de ver o corpo. George Schuved estava ao chão e tentava falar alguma coisa mas o sangue jorrava de sua boca impedindo qualquer palavra inteligível. ßønd sabia que era uma questão de segundos para que ele morresse e nada poderiam fazer para evitar... a não ser localizar seu algoz.

O público do restaurante percebera o ocorrido e entrara em pânico total, empurrando os que não conseguiam sair mais velozmente. Mas em pouco tempo, o ambiente ficou vazio.

Pegou Bat-Seraph pela mão e a puxou para perto. Ela já estava com sua arma em punho, tirada do pequeno coldre em sua coxa direita pronta para matar. Estava recomposta mas seus olhos emavam uma ira contida.

" Ele morreu. " - disse devagar.

ßønd puxou sua pistola, se amaldiçoando por ter não ter trazido mais munição e lembrando que seu carro estava a 100 metros dali, espaço suficiente para serem pegos, caso fosse um esquadrão de assassinos.

"Vamos torcer para não termos o mesmo destino."

Fim do capítulo 8

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Um Gadget às Sextas

Numa bolsa de mulher não há lugar para objetos demais além dos já 57 ítens básicos de simples sobrevivência para elas. Pensando nisso, a Kosmos Project uniu praticidade e glamour a um dos utilitários femininos mais comuns e assim surgiu Knucle-Comb, um mix de pente e soco inglês.



Para aqueles momentos embaraçosos quando um mauricinho incoveniente puxa seu cabelo na balara, o estuprador em potencial lhe acoxa num canto escuro e para arrumar a bagunça que fica nos fios, momentos depois.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Uma Arma às Quartas

Num curso de etiqueta, é comum se aprender a função de diversos talheres, os diferentes tipo de colher e quando usá-las. É provavél que meu leitor {um cavalheiro contemporâneo} já esteja habilitado a saber qual a faca de carnes normais e qual a de peixes e quando usá-las apropriadamente. Em todo o caso, para complementar sua educação, é necessário também perscrutar outros tipos como, a seguir, os vários tipos de Facas de Combate que você poderá encontrar como apêndice em qualquer livro de Glorinha Kalil e táticas afins.

1) Assim como à mesa... uma faca de combate pode ter diversas versões e usos. Existem alguns modelos de observação obrigatória.

Mesmo que você possa {numa emergência} cortar peixes, estripar mamíferos e cortar gargantas com qualquer lâmina afiada, a Faca de Sobrevivência foi desenhada para facilitar diversos tipos de operação assim e muito mais. Um exemplo é a famigerada faca estilo Bowie usada por John Rambo nos filmes e imortalizada desde então. Apesar de não ser das melhores.



Naqueles chatíssimos eventos... onde a habilidade com este utensílio é imprescindível, é muito provavél que você seja obrigado a utilizar um Ka-Bar 1905. Uma adorável lâmina de 7 polegadas, feita de aço-carbono ou cro-van, e cabo de couro lavado prensado. Uso padrão dos fuzileiros americanos e outras agremiações militares.



Em combates corpo-a-corpo na Alemanha, um incauto turista pode se deparar também com a KM2000, faca de combate de apenas 320 gramas, 17 centímetros de lâmina com corte à laser em aço inox e cabo de polímero, feita segundo normas da OTAN.



Outra alternativa para o combatente silencioso são as variações da Fairbairn-Sykes, em especial a Gerber Mark II. O que a distigue das outras facas é que esta não tem nenhuma outra eficiência que não seja matar pessoas. É tão famosa que já foi usada em filmes como Aliens e Mad Max.



Outro modelo curioso, é uma combinação mortal de utilidade e praticidade ao caçar ou inutilizar um oponente. Os modelos Tracker, cujo desenho segue a linha das facas dos praticantes de kali silat {sim, você conhece... Jason Bourne, Caçado, A Grande Arte...}, são na prática facas de sobrevivência.



Para fechar sua educação em dispositivos perfurocortantes para usar em casa ou em público, a Balisong é uma opção mais exótica. Também chamada de "Borboleta" é mais comum em tabacarias e lojas japonesas do que nas mãos de alguém. A menos que você seja estudado no manuseio deste armamento de artes marciais filipinas, é mais fácil que alguém o tome de você antes que consiga abrir.



2) Como se portar socialmente... numa luta de facas e não cometer gafes irreparáveis. A primeira coisa que você precisa saber num corpo-a-corpo envolvendo este tipo de arma é que você vai se cortar. E vai doer. E você pode morrer, mesmo ganhando. Sendo assim, a melhor estratégia é terminar o mais rápido possível. Qualquer embate que leve mais de 2 ou 3 golpes não vai terminar de modo satisfatório.

3) Dicas práticas para o dia-a-dia... dê preferência, dentre todas as "pegadas", que se pode chamar de "Pegada Reversa". Faça a linha cega da lâmina próxima ao seu antebraço. É considerada por alguns como amadora mas não dê ouvidos, a chance de alguém te desarmar cai bastante e causar ferimentos nesta pegada é uma questão de movimentação de pulso e não de força. Num modo de grip normal eu consigo desarmar um oponente com apenas um movimento. Neste eu ainda não sei. E isso já diz alguma coisa.

Não é porque você se sentiu ofendido que deve revidar proporcionalmente. Uma boa maneira de findar um combate antes que ele chegue às últimas consequências para qualquer um dos lados é mais fácil do que parece. Caso seja possível, ataque primeiro e corte a fronte do adversário ponta-a-ponta. Se o fluxo sanguíneo subsequente não apavorar o oponente, digamos que uma literal cascata de sangue descendo pelos olhos já é o suficiente para minar consideravelmente sua vontade de levar adiante.

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Ensinei algumas destas táticas e outras mais para Dorothy e ela reclamou que elas só inutilizam, desarmam ou atrasam o oponente. Não aprendeu nenhuma que matasse. Respondi que inviabilizar a agressão de, digamos, um possível estuprador já era defesa suficiente. Mas a verdade é que eu não quero ter que esconder todas as facas de casa quando quiser sair com os amigos à noite sem avisar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Um Serviço Secreto às Terças

Não importa o quanto a CIA tenha um enorme orçamento*, que o SAS seja absurdamente selvagem e com operativos duros de matar ou mesmo que o Mossad seja mais temido e implacável. É com a criança nascida desses três que eu teria realmente cuidado.

O Vezarat-e Ettela'at va Amniat-e Keshvar, também conhecido nas rodas de samba como VEVAK, a agência de inteligência do Irã, substituiu a SAVAK no início dos anos 80 como principal força para assuntos internacionais e domésticos do país. É tida por analistas como uma das maiores e mais ativas comunidades de espionagem no mundo e, mesmo assim, aposto que nunca ouviu falar dela - até agora. E é exatamente aí que está sua força.

Até porque, considerando suas principais atividades, eu também gostaria de ser bem low profile. Desde sua criação, a VEVAK já foi acusada de se envolver em mais de 450 casos de terrorismo, espalha desinformação sobre os inimigos, possui um sem-número de fachadas pelo mundo todo {instituições financeiras, construtoras, setor agrícola} e nas horas vagas espiona, sequestra e mata dissidentes que possam denegrir a imagem do Irã.



Tradução: "Corra que a VEVAK vem te pegar, vem te pegar..."

Uma força desse nível não se cria sozinha é claro. No passado distante de SAVAK, seu treinamento e fundos vieram das principais agências do planeta... americanas, britânicas e - yeap! - israelenses. E como sempre, what goes around comes around, o VEVAK vem dando dor de cabeça aos seus vizinhos judeus há muito tempo.

--X--

Nesse exato momento, a VEVAK já deve ter detectado este texto do cão infiél blogueiro e provavelmente considerando se morrerei acidentalmente enforcado ou por um ataque de embolia injetando um seringa de ar na minha corrente sanguínea. As opções são várias e vou deixar por conta da criatividade deles.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

COVERT OPS | by øø7

Espionagem. Táticas. Etiqueta para o dia-a-dia

Ao voltar para casa, depois de uma noite de pouca diversão, nenhum sexo e muito dinheiro gasto, a última coisa que um cavalheiro moderno precisa é perder a chave de casa. Mesmo que seja apenas para penetrar silenciosamente o quarto de traficante sul-americano, acessar o almoxarifado para pegar algumas resmas de papel extra para sua impressora em casa ou pegar suas coisas de volta antes que sua futura ex-namorada queime tudo ou jogue fora... pode ser útil entender como uma fechadura comum funciona e como abri-la.

--X--

1) Entenda o cilindro
Fechaduras comuns possuem um mecanismo de cilindo, linha de corte e pinos - ou seja, como quase tudo, uma senha mecânica que apenas a chave correta, teoricamente, pode decriptar.



Na prática, o que a chave faz é alinhar os pinos dentro do tambor que,abaixo, estão em vermelho. Uma vez que é inserida:



2) O que você precisa?
Se o seu orçamento estiver apertado, é possível abrir uma fechadura apenas com dois grampos de cabelo, mas se você quiser realmente ter estilo, é bom ter sempre este lock-picking credit card à mão.



3) Fazendo a mágica
Insira um dos grampos ou tira metálica para usar como alavanca de tensão, e vire levemente pro lado da chave. Isso aciona o tambor para os pinos ficarem prontos para saltar pra cima do alinhamento. Depois enfie o segundo grampo com a ponta em formato de gancho.



Comece a levantar levemente os pinos, um a um, sempre mantendo a pressão com a alavanca de tensão, até que você você escute um estalido, que significa que o pino sendo mexido está na posição correta e não caíra de volta. Quando todos os pinos estiverem posicionados, gire o tambor com a alavanca de pressão e abra a porta.

--X--

Desnecessário dizer, isso requer prática. Felizmente existem um sem-número de eventos onde você pode treinar suas habilidades... como... envenenar o cachorro barulhento da vizinha quando ela não está, assistir o futebol na Sky da casa do seu amigo enquanto ele malha na academia... as possibilidades são infinitas.

Claro que numa emergência, é mais fácil colocar um pouco de explosivo plástico C-4 feito em casa na porta e explodi-la.

Hm... eu já ia esquecendo que ainda não ensinei como fazer C-4 em casa para emergências. Fica para a próxima vez?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma Arma às Quartas

Nada como descobrir que algo que estava fora de moda há tempos de repente se torna vintage. Primeiro foram as músicas dos anos 80, logo depois as roupas dos anos 90... no cinema, o rock dos anos 70 sempre tem sua vez. Mas no mercado da morte, algumas peças nunca saem de moda.

O hit do momento é o Snayperskaya Vintovka Dragunova, conhecido na roda de samba por Rifle Dragunov {ou SVD}.



O bom e velho Dragunov é design e criação da década de 60 mas em comparação a alguns feios e estrambólicos rifles sniper atuais parece que ainda nem foi inventado. Com peso de quase 5kg, munição 7.62,54mm, capacidade de 20 rounds, excelente empunhadura, supressor de flash, disparo de aproximadamente 800m/s e alcance efetivo de 800m - podendo chegar a 1km - o SVD pouco mudou com os anos sendo uma das mais populares armas de disparo à distância ainda hoje. Mesmo não sendo a melhor ou mais precisa.



Mesmo que o Dragunov seja mostrado em 9 a cada 10 filmes de hollywood sobre o assunto, seu retorno à mídia se deve mais pelo uso do rifle {na verdade, uma variante chamada de Al-Kadeish} na guerra do iraque pelas mãos do inimigo. Um dos vídeos mais procurados sobre o assunto, em Bagdá, é o de Juba... suposto sniper iraquiano que afirma ter eliminado cerca de 130 soldados, uma bala por vez. Para o caso de ninguém acreditar na sua palavra, Juba {ou um esquadrão de snipers que usam o mesmo nome para causar medo} disponibiliza na internet seus feitos.



Recentemente, Hugo Chavéz encomendou um carregamento de 5 mil desses aparatos, alegando ser de uso exclusivo psra ordem e paz.... yeah, right... como se vê, não é apenas no sistema de governo ditatorial que o venezuelano vai buscar inspiração na década de 60.
 
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